EUA dispara sua maior bomba não-nuclear no Afeganistão.

Por Filipe Luiz dos Santos Rosa

Conforme informação da imprensa russa, confirmada posteriormente pelo pentágono, no dia de hoje, às 19h locais, as forças armadas dos EUA empregaram pela primeira vez em situação real de combate o dispositivo explosivo GBU-43/B, ou “Massive Ordnance Airblast Bomb” (MOAB), contra posições supostamente do Estado Islâmico (também conhecido como ISIS ou Daesh) no distrito de Achin, província de Nangarhar- Afeganistão.

Este fato merece destaque, pois apesar do dispositivo estar disponível no arsenal estadunidense desde 2003, este foi primeiro emprego prático desta bomba do tipo termobárica (onde o poder destrutivo provém somente das ondas de choque do ar superaquecido pela explosão sendo também chamadas de “bombas de vácuo” ou “armas de calor e pressão”) cujo potencial de destruição é considerado como sendo o maior entre as bombas não-nucleares, devido a este poder descomunal a MOAB foi apelidada de “Mother of all bombs” (mães de todas as bombas, em inglês).

Esta notícia vem trazer ainda mais inquietação no cenário internacional, podendo ser considerado uma demonstração de força como não se via desde o fim da guerra-fria, ocorrendo menos de uma semana após o ataque com mísseis de cruzeiro dos EUA contra uma base do governo sírio protegida por baterias antiaéreas russas, que na ocasião se mostraram inúteis frente aos sofisticados mísseis do tipo Tomahawk. Esta escalada de tensão no oriente médio se soma à crise internacional que se iniciou após movimentação de uma armada de guerra liderada pelo super porta-aviões USS Carl Vinson, acompanhado de dois destróieres da mesma classe responsável pelo bombardeio na Síria, em direção à península da Coréia.

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Filipe Luiz dos Santos Rosa é graduado em geografia e possui especialização em história militar.