Dia 12 de março, pacientes de câncer vão à Dilma lutar pela Fosfo

Cansados de esperar pela solidariedade dos políticos e dos órgãos governamentais, os pacientes de câncer que tentam na Justiça a autorização para ter acesso à Fosfoetanolamina Sintética, substância que tem potencial de cura, vão seguir para Brasília. A ideia é comover, entre outros, a presidenta Dilma Rousseff para sua causa. Dilma teve câncer e conseguiu se recuperar com tratamento convencional no Hospital Sírio e Libanês. Atualmente, um programa de estudo da Fosfoetanolamina, iniciado no ano passado, é realizado sob a coordenação da Anvisa, Ministério da Ciência e da Tecnologia e orientação do Ministério da Saúde. Entretanto, não há registro de nenhum resultado prático e os pacientes continuam sem acesso à substância.

Em vídeo, Nathy Estevam, que é paciente de câncer e uma das principais lideranças do movimento, faz a convocação para que os defensores da Fosfo sigam em caravana para a capital Federal no próximo dia 12 de março. Para ela, há um componente político por trás da decisão de interromper a distribuição da substância que durante mais de duas décadas ocorreu através da USP de São Carlos. Neste período foram reunidos dezenas de relatos de cura ou regressão e estabilização da doença.

Uma das evidências de “entrave político”, revela, diz respeito a ação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O tucano se posicionou contrário a distribuição que acabou sendo interrompida através de decisão do TJ de São Paulo – que cassou as milhares liminares. Hoje, Alckmin instituiu um programa próprio e letárgico de um suposto estudo que tem afastado cada dia mais pacientes da possibilidade de uso do composto. Este afastamento se dá por razões biológicas: muitos tem morrido na fila da Fosfo.

A disseminação de informações falsas ou deturpadas é outro problema que os pacientes tem enfrentado. Nathy afirmou que tão logo os trabalhos na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sejam retomados, ela irá, pessoalmente, percorrer gabinetes de deputados ao lado de apoiadores da causa. Os parlamentares que se mostrarem efetivamente solidários, e que ajam para que seja acelerado o estudo, terão seus nomes citados em documento, assim como os adversários da causa: “as pessoas precisam ser transparentes nas suas decisões”, defende.

Estevam diz ainda que a “politicagem” tem criado obstáculos aos pacientes. Para ela, muitos políticos tem se aproximado e até se apropriado do tema “Fosfoetanolamina” apenas para obter dividendos políticos.

 

Abrafosfo

A criação de uma associação que represente os pacientes e defensores da Fosfoetanolamina Sintética está em curso. Será a Associação Brasileira de Amigos da Fosfoetanolamina que terá representação nacional e virá com a finalidade de unificar a luta que tem se manifestado nos cenários político, social e Sanitário. Atualmente há uma dispersão entre grupos na Internet que não tem conseguido reunir propostas e objetivos.

Tão logo o site da Abrafosfo esteja pronto, os pacientes interessados preencherão um cadastro e com ele será possível organizar e unificar as ações. Além disso, se saberá quem são, idade, estado e cidade onde moram – o que poderá facilitar na distribuição da Fosfo tão logo seja legalizada. Segundo especialistas, a entidade terá mais força política e representatividade do ponto de vista do acompanhamento dos estudos.

 

Clique no link abaixo para ver o vídeo:

https://www.facebook.com/na.estevam/videos/975109682583975/

 

Fonte: Conexão Jornalismo