Sindicato dos Professores convoca assembleia para a próxima semana

Reunião da APEOESP ocorrerá no dia 27 de Outubro, sexta-feira

A situação dos professores no estado de São Paulo sempre foi difícil. Ainda mais depois de longos anos sendo o estado governado pelo mesmo partido. Mesmo em luta, a APEOESP – Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo – precisa sempre estar atento aos mandos e desmandos do atual governador de São Paulo e sua trupe de secretários.

No próximo dia 27 de outubro, sexta-feira, o Sindicato convocou todos os professores da rede estadual para uma assembleia, que será realizada na cidade de São Paulo a partir das 14h na Praça da República. O ato contará também com uma paralisação da categoria em manifesto contra o descaso de Geraldo Alckmin com a educação, seus alunos, pais e professores. Em seguida, a categoria fará uma caminhada e participação no Ato Unificado pelo Funcionalismo Público.

 

Luís Horta comenta a Assembleia da APEOESP

O professor Luís Horta, diretor da Subsede da APEOESP em Ourinhos, emitiu sua opinião sobre o assunto. Confira a seguir:

O Sindicato dos Professores – APEOESP – realizará uma assembleia estadual no dia 27 de outubro que inicialmente estaria pautada pelas reivindicações históricas do professorado paulista, como: cumprimento da meta 17 do Plano Estadual de Educação (equiparação salarial com as demais profissões de nível superior); reajuste emergencial de 24% para amenizar as perdas salariais dos quase quatro anos sem nenhum centavo de reajuste; nova lei de contratação de professores não efetivos; convocação de todos os concursados e contra o fechamento e superlotação de salas de aula.

Porém, fomos surpreendidos e atropelados pelo governo Alckmin, que enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 720/17. Este projeto prevê a renegociação da divida pública paulista com o Governo Federal e, em contrapartida, congela todas as despesas de custeio e investimentos, ou seja, durante os próximos dois anos todo o funcionalismo estadual ficará com seus salários congelados, sem reajuste ou mesmo acesso aos parcos benefícios de nossos planos de carreira como, por exemplo, recebimento de quinquênios (5% a cada cinco anos), sexta-parte (1/6 após 20 anos de trabalho), evoluções via acadêmicas ou não acadêmicas e licenças-prêmio.

Esta PL, se aprovada por nossos deputados, atinge todo o funcionalismo estadual sem exceção: educação, funcionários da saúde, segurança pública, judiciário, e por aí vai! É uma afronta aos servidores que se encontram a quase quatro anos aguardando reajuste. Anualmente, em nossa Assembleia de Data-base, nem a reposição da inflação nos é oferecida pelo governador Alckmin e, atualmente, as perdas salariais já encontram-se insuportáveis pelo funcionalismo.

A desculpa da crise e situação fiscal apresentada pelo governo é, também, um atentado a boa fé do funcionalismo e do povo paulista. O partido do governador, que está no poder desde 1995, no governo Mario Covas, federalizou a dívida pública estadual e, em contrapartida, privatizou praticamente todas as empresas estatais na época. Eles diziam ser necessário para sanar os problemas de orçamento no Estado, que foram deixados pelas gestões anteriores e, a partir de lá (com a “eficiência” do tucanato paulista) isso jamais voltaria a ocorrer.

Se fosse verdade que o Estado estivesse falido, o que não é o caso –  já que a arrecadação estadual cresce anualmente – Geraldo Alckmin deveria renunciar por incompetência administrativa e política, pois não conseguimos vislumbrar nenhuma melhoria em saúde, educação e/ou segurança pública nos últimos anos, mesmo com dinheiro entrando no caixa. Para onde está indo o dinheiro do contribuinte paulista? Para os banqueiros? Para os serviços que a população necessita sabemos que não.

Dia 27 de outubro o funcionalismo público estadual vai parar. Todas as Centrais Sindicais, sindicatos de categorias, associações, civis e militares estarão nas ruas da Capital e tomarão a Avenida Paulista para denunciar mais esse ataque de Geraldo Alckmin. Nós conclamamos à população que nos apoie, pois, se aprovado este projeto de Lei, além de não ter dinheiro para aquilo que é essencial, os próprios municípios irão sofrer, já que não haverá, também, nenhum recurso adicional nas necessidades e emergências que possam vir a acontecer no futuro.

Pressionem seus deputados, prefeitos e vereadores a tomarem partido contra esse arrocho absurdo e criminoso que afeta diretamente o funcionalismo público e o povo paulista. Não podemos aceitar. Esperamos que no dia 27 de outubro nenhuma repartição pública funcione para que possamos obrigar o governo a retirar essa monstruosidade e, assim, possam funcionar com qualidade em todos os dias do ano.

 

Cartaz convocando todos os professores do estado de São Paulo para a Assembleia da APEOESP