Coluna: Luiz Bosco — Nossa força não é pequena

Há um grande movimento de resistência a tudo o que o recém-eleito à Presidência da República representa. Ao longo do segundo turno das eleições, descobrimos muita gente que luta por uma sociedade menos desigual e injusta há muito tempo, que se encontrava nos sindicatos, nas igrejas e associações de bairro. 

Pudemos sentir a vibração da juventude que vem das escolas e universidades. Defendem sua forma de estar no mundo, de amar e de querer contribuir para uma sociedade que comporte as diferenças. 

Todo o País ficou admirado com a força das mulheres que, sem a liderança de nenhuma organização formal, fizeram ecoar pelo mundo um poderoso “ele não” que assombrará o governo eleito e não o deixará tranquilo para fazer o que bem entender. 

Os partidos de esquerda reaprenderam que não ficam em pé sem os movimentos sociais e sem ir aonde o povo está e lutar junto com ele. 

Observando o que conseguimos fazer nos últimos meses, veremos que nossa força não é pequena. O campo progressista brasileiro deve continuar a trabalhar unido para não permitir retrocessos em nossos direitos e nem ameaças à nossa liberdade. 

Que o medo não nos paralise. Devemos continuar de mãos dadas e trabalharmos pela educação e pela cultura, pela conscientização política e de classe, pelo respeito a toda forma de existir e por um Brasil soberano, igualitário e emancipador.