Coluna Os Antípodas: Como ser mais sustentável? – Compostagem

Adubo natural resultante de compostagem feita em casa.

Restos de alimentos, urina e fezes contém vários nutrientes, e, se corretamente tratados podem liberar esses nutrientes com segurança para a terra e as plantas. Aqui entra a compostagem.

Já que imitar a natureza, com seus bilhões de anos de evolução, é uma questão de bom senso, seguimos nesse caminho imitando-a através da compostagem, que é a decomposição da matéria orgânica por microrganismos naturalmente presentes nela. O resultado da compostagem é um adubo natural, uma terra preta rica em nutrientes.

Quando, basicamente, há oxigênio e umidade suficientes e uma adequada relação entre os elementos carbono e
nitrogênio presentes nos resíduos orgânicos, a compostagem ocorre equilibradamente.

Geralmente, materiais secos são ricos em carbono, e materiais úmidos são ricos em nitrogênio.

Pilha de compostagem com resíduos secos acima e úmidos abaixo.

Materiais secos: folhas secas, palha, restos de grama cortada seca, serragem, etc.
Materiais úmidos: restos de frutas, verduras, legumes, pó de café, casca de ovo, etc.

Duas pilhas de compostagem em uma casa. A primeira, mais escura, está descansando, e a segunda, clara, está recebendo resíduos orgânicos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a compostagem também pode ser aplicada à excreta (urina e fezes), seja através de uma compostagem lenta (onde a excreta fica em repouso numa câmara fechada por pelo menos um ano), seja através de uma compostagem termofílica (onde a excreta fica numa pilha de compostagem sob altas temperaturas), seja através de uma compostagem alcalina, para poder ser utilizada com segurança em solos para o plantio.

A compostagem da excreta é possível quando utilizamos sanitários secos, que são banheiros que não utilizam água.

O que fazemos com este rico adubo natural? Plantamos!! O próximo texto será sobre plantio agroecológico!!

Dúvidas ou sugestões? Contate-nos em www.osantipodas.com

Até o próximo texto!!