Crianças da EMEI Abelardo Pinto, na Vila Brasil convivem com cocô de pombo e areia suja na área de lazer

Nesta terça-feira, 13, o desabafo de Juliana Graciano, mãe de um aluna da EMEI Aberlardo Pinto, na Vila Brasil – que não aguenta mais ver sua filha e os outros alunos expostos ao perigo de contraírem uma doença na escola em que estudam – veio a tona nas redes sociais e causou revolta e indignação por parte da população de Ourinhos.

A reportagem do Contratempo entrou em contato com Juliana Graciano que nos contou a situação dramática que os alunos entre 04 e 5 anos, divididos em 4 salas, convivem diariamente há vários anos e a luta de pais, funcionários e direção da escola travam para tentar disponibilizar recursos para minimizar os problemas existentes na Unidade Escolar, e fazer algo que deveria ser obrigação da administração municipal.

Segundo Juliana, sua filha estuda há dois anos na EMEI Abelardo Pinto e durante este período, já foram feitos diversos bingos e festas para arrecadar recursos a fim de acabar com o maior e mais preocupante problema a que os alunos estão exposto diariamente, a enorme quantidade de pombos que levam perigo de doenças as crianças e que limita a locomoção dos alunos pela escola. “A escola está tomada por pombos que defecam na porta das salas impedindo as crianças de sair da sala pra ir ao banheiro ou até mesmo beber água com receio de acabarem sendo atingidos por cocôs deles e sabemos bem que tipos de doenças podem ser transmitidas pelas fezes destes animais. Nestes dois anos, já foi feito vários pedidos da parte da escola para que a prefeitura resolvesse  a essa questão,  uma vez que isso põe em risco a saúde das crianças. Mas nada foi feito! Já fizemos pedidos aos vereadores tentando assim ajuda para sanar o problema, mas também sem êxito, estamos desesperados, não sabemos mais a quem recorrer, por isso, hoje, tentei, por meio desse desabafo nas redes sociais, quem sabe chamar a atenção das autoridades e da população, para que finalmente possamos deixar nossos filhos com tranquilidade na escola, sabendo que eles não estão mais sujeitos a pegar uma doença grave, por conta deste problema”, contou.

No entanto, apesar de grave, esse não é o único perigo enfrentado pelos alunos da EMEI Abelardo Pinto, existe outra questão que também já foi motivo de inúmeros pedidos desde o início deste ano, de acordo com Juliana. A areia onde as crianças brincam não é trocada há quase dois anos e se misturou com terra suja, onde gatos defecam  e por conta disso, várias crianças já pegaram bicho geográfico nas mãos. “A escola já fez o pedido várias vezes e o que a prefeitura diz é que a areia das escolas está sendo trocada de forma progressiva em toda a rede, no entanto, até agora não vieram trocar aqui e nem há previsão, ou seja, daqui a pouco chega o final do ano, e aí as crianças até já estarão de férias e outras sendo transferidas para outras escolas´”, critica.

Falta de bebedouros e cortinas desgastadas

Outro problema apontado por Juliana e que também até hoje não foi feito por falta de recursos, de acordo com informações da prefeitura, é a colocação de bebedouros, fato que faz com que as crianças mesmo em época de calor tenham que beber água quente de torneira. Por fim, as salas de aula estão com cortinas totalmente desgastadas, fazendo com que crianças alérgicas sofram problemas respiratórios por conta disso. “As mães se comprometeram a fabricar as cortinas, porém, não temos condições de dar o tecido, o que faz mais uma vez que tenhamos que esperar por recursos, ou realizar novas festas para arrecadar dinheiro, para tentar sanar mais esse problema. O que mais nos entristece é saber que todos esses problemas deveriam ser resolvidos pela prefeitura, que é responsável pela manutenção das escolas municipais”, ressalta.

Outra questão complicada segundo Juliana, é a falta de uma quadra, ou uma área coberta, o que faz com que em dias de chuva, os alunos tenham que ficar dentro das salas de aula, durante todo o dia, sem poder ter uma atividade de lazer em uma área externa da escola.

Funcionários zelosos e dedicados    

De acordo com Juliana, apesar de todos os problemas enfrentados pelos alunos na escola, o que torna menos difícil a situação é a dedicação dos funcionários, que fazem o seu melhor para e zelam pelo bem estar das crianças.  “Os funcionários da escola Abelardo Pinto estão de parabéns por mesmo em meio à tantos transtornos, cuidarem tão bem de nossas crianças, os protegendo de qualquer mal maior, em virtude dos riscos a que estão expostos. Meu desejo é apenas que estes problemas possam ser sanados, pois essa escola é fantástica, com uma direção que nos dá toda atenção e apoio, professores amáveis, uma cozinheira que prepara os alimentos com todo carinho como se fosse pros filhos dela, além da moça da limpeza que limpa tudo com capricho e carinho, para que as crianças estejam num ambiente sempre limpo e acolhedor”, revelou.