Federação dos Professores do Estado de São Paulo abre canal de denúncias contra as ameaças e as delações de educadores

Fepesp – Federação dos Professores do Estado de São Paulo abriu um canal de denúncias para lidar com ameaças a professores. Professores da rede privada em todo o estado que se sintam atingidos por assédio ou acusações infundadas de doutrinação em sala de aula, podem procurar assistência jurídica e/ou política através de e-mail – juridica@fepesp.org.br – ou por telefone (11-5082-5357). A Fepesp, integrada por 25 sindicatos no Estado, também orienta às professoras e professores que procurem os seus sindicatos locais para orientação.

Veja abaixo a nota publica da Federação contra o clima de chantagens e ameaças à atividade docente em sala de aula:

“Contra as ameaças e as delações de professores

Professora, professor, não resista em silêncio: em caso de assédio por parte de alunos, pais ou da escola, entre em contato com a Federação (11-5082-5357 ou juridico@fepesp.org.br, confidencialidade preservada) ou procure o Sindicato de sua região.

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo, integrada por 25 sindicatos das várias regiões do Estado, vem protestar contra o clima de chantagens e ameaças à atividade docente em sala de aula. A extrema-direita, após os resultados das eleições de domingo (28/10), busca reeditar velhas práticas de intimidação, conclamando alunos a gravar o que seus mestres falam em sala de aula e a denunciarem supostas ‘doutrinações ideológicas’. A ideia é impor barreiras à liberdade de expressão e opinião e à liberdade de cátedra.

Depois de o presidente eleito Jair Bolsonaro gravar vídeo de conteúdo semelhante, agora é a vez da extremista Ana Caroline Campagnolo, eleita deputada estadual pelo PSL de Santa Catarina, ameaçar profissionais da Educação. Ela abriu um canal de denúncias na internet para vigiar atividades pedagógicas.

A prática não é nova. A parlamentar se inspira em ditaduras e regimes fascistas, que sempre buscaram enquadrar discordâncias e eliminar vozes críticas. Defensora do projeto autointitulado “escola sem partido”, que também visa constranger docentes, a deputada incentiva o dedo-durismo e o estabelecimento de um ensino antidemocrático e conformista, recuperando práticas dos piores anos da ditadura militar. Naquela época, eram comuns perseguições, demissões e até prisões de quem discordasse do autoritarismo.

Repelimos a censura na Educação. Conclamamos os professores que se sentirem atingidos a não resistir em silêncio: entre em contato com a Federação (11-5082-5357 ou juridico@fepesp.org.br, confidencialidade preservada) ou procure o Sindicato de sua região em busca de orientações e apoio político e jurídico.

Não vamos nos intimidar!

Federação dos Professores do Estado de São Paulo – Fepesp.”