Greve geral do dia 14 de junho começa a ser organizada pela região de Ourinhos

No dia 03 de junho, representantes de sindicatos e movimentos sociais da região de Ourinhos se reuniram na sede do Sindicato dos Comerciários da cidade para os preparativos da Greve Geral do dia 14 de junho.

Essa mobilização ocorrerá em todo o País e tem como objetivo impedir a destruição da Previdência Social planejada pelo governo Bolsonaro.

A intitulada “Reforma da Previdência” vem sendo especulada desde o governo Temer e traz vários pontos prejudiciais aos brasileiros, como o fim do reajuste automático das aposentadorias; a redução pela metade do valor dos benefícios de prestação continuada (destinados a idosos de baixa renda, pessoas com deficiência, entre outros); redução da pensão por morte.

A mais flagrante ameaça ao sistema previdenciário é o estabelecimento de um regime de capitalização, em que cada trabalhador será responsável por poupar individualmente para sua aposentadoria, através de planos de bancos privados. Isso acaba com o atual regime solidário, em que todos que trabalham pagam para que todos tenham acesso a aposentadoria um dia.

“É ponto pacífico entre as entidades que a proposta que está em discussão no Congresso não se trata de uma reforma da Previdência, o que Bolsonaro quer impôr é a demolição da seguridade no País”, afirma Luís Horta, coordenador regional da Apeoesp de Ourinhos.

As ameaças ao sistema previdenciário têm surpreendido não poucos eleitores de Bolsonaro. O atual presidente, quando deputado federal, declarou várias vezes ser contra a Reforma da Previdência.

Independentemente de qual tenha sido o voto na última eleição, é grande a desconfiança contra um modelo previdenciário que se revelou desastroso e cruel em países como o Chile. No país vizinho, cerca de 90% dos aposentados recebem o equivalente a 700 reais por mês, apenas. A situação fez o número de suicídios chegar a 17,7 por 100 mil habitantes, o maior da América Latina.

Como reitera o professor Horta: “É de fundamental importância que os trabalhadores cruzem seus braços dia 14 e participem dos atos e manifestações em suas cidades. A participação de todos mostrará aos nossos congressistas o descontentamento geral”.

Novas reuniões acontecerão nos próximos dias para acertar todos os detalhes da mobilização.

 

Por: Luiz Bosco Sardinha Machado Jr. 
Mestre e Doutor em Psicologia pela Unesp
Especialista em Psicologia Escolar e Educacional pelo CFP