Santa Casa de Ourinhos recebe autorização do Ministério da Saúde para atender pacientes com câncer

O ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (29) o credenciamento da Santa Casa de Ourinhos para tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida traz alívio para pacientes que precisam viajar quase 200 quilômetros para fazer radioterapia em Jaú. Mas para tomar essa medida, o Ministério da Saúde descredenciou esses serviços que eram feitos no Hospital Regional de Assis.

Para atender esses pacientes pela rede pública, a Santa Casa de Ourinhos, que é uma entidade filantrópica, fez investimentos de R$ 10 milhões e tem pedido desde 2011 o credenciamento da unidade ao Ministério da Saúde, que é uma espécie de autorização que garante também dinheiro para os serviços. Tudo foi pago com recursos próprios. A capacidade de atendimento é de até 120 pacientes por dia, mas atualmente 15 são atendidos por meio de convênio médico e particular.

“Toda a estrutura montada para atender os pacientes de rádio e quimio que estão na fila de espera. É uma agonia grande para nós e para eles você ter a estrutura preparada e montada podendo já executar todos os tratamentos possíveis em oncologia’, diz o responsável técnico do departamento de oncologia Norberto de Souza Paes.

Mas se a decisão resolve o problema dos pacientes de Ourinhos, por outro lado, traz preocupação aos pacientes que fazem o tratamento no Hospital Regional de Assis. É que a publicação descredencia o hospital para oferecer os serviços.

O Ministério da Saúde informou que a Santa Casa de Ourinhos pode começar a atender pacientes via sus a partir desta quarta-feira. Sobre o descredenciamento de Assis, o Ministério esclareceu que atendeu uma solicitação da Secretaria Estadual de Saúde e de uma comissão bipartite, que compreende as secretarias municipais de saúde da região, entre elas a própria Secretaria Municipal de Saúde de Assis.

Em nota, A Secretaria Estadual de Saúde afirma que o Hospital Regional de Assis não irá paralisar os atendimentos oncológicos. O serviço será custeado com recurso do tesouro estadual. O estado garante que nenhum paciente da região ficará sem assistência.

Fonte: G1