Ser mulher é luta para manter-se viva

No dia 8 de março de 1857, morreram, aproximadamente, 130 mulheres carbonizadas quando foram trancadas na fábrica de tecelagem, em Nova York, onde trabalhavam e estavam em greve. Em homenagem a estas mulheres, em 1910, declarou-se o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

No dia 7 de março de 2019, 162 anos depois, uma mulher de apenas 19 anos foi estuprada pelo cunhado e, em consequência do abuso, espancada e morta queimada pelo namorado. Isabela Miranda de Oliveira foi violentada três vezes – estuprada, espancada e morta – por dois homens e por ser mulher.

O Dia da Mulher não é um dia feliz. Nasceu da morte de 130 e é dia de reflexão e ação – para relembrar de todas que se foram pela sua condição de mulher e de agir para evitar a morte das que ainda estão aqui.

Respeitem o que as mulheres têm a dizer. Escutem quem luta pelos direitos e pela vida das mulheres.

Isabela morreu ontem. Hoje é dia da mulher. Mas TODOS os dias são para resistir e lutar para ser mulher e não acabar como Isabela.

Eduarda Schuh

21 anos e ourinhense de coração. Estudante de Jornalismo na UNESP de Bauru. Aspirante a jornalista há algum tempo. Buscando um caminho para um mundo mais justo há ainda mais tempo. Contra qualquer tipo de exclusão e elitização, escrevo para quem precisa entender. Feminista e progressista, procurando os erros e acertos.