Artista plástico ourinhense realiza diversas exposições Brasil afora

Conheça um pouco mais sobre o trabalho do artista plástico

 

Juliana Neves

 

Ourinhos é uma cidade que sempre foi reconhecida e lembrada pelas ações culturais e pelos artistas que iniciaram suas carreiras no pequeno município. É vasta a diversidade de artistas das diferentes vertentes culturais: música, teatro, artista plástico, entre outros. Muitos não residem mais na cidade porque foram atrás de seus sonhos, buscaram pela realização em outros locais que pudessem abrir mais espaço e oportunidades.

Uma destas pessoas é Henrique de Souza Oliveira, artista plástico mestre em Poéticas Visuais desde 2007, que vive em Londres.

Henrique conquistou o mundo com suas obras através de exposições e concedeu ao Jornal Contratempo uma entrevista em que se autoavaliou e falou sobre sua relação com a arte. Confira na íntegra:

CT: Quem é Henrique?

Henrique: É um caipira de Ourinhos que faz umas paradas de madeira.

 

CT: Quando a arte entrou em sua vida?

Henrique: Foi em 1992, quando um amigo me levou no Museu de Arte de São Paulo.

 

CT: Como é a sua relação com a arte? Por quê?

Henrique: É um pouco injusta, sempre dou mais do que recebo. Mas é assim com a maioria dos artistas. Fazemos o que gostamos, investimos tempo e dinheiro. Mas não me queixo, alguns colegas mal conseguem manter um ateliê.

 

CT: Por que seguir carreira como artista plástico?

Henrique: Tentei algumas outras profissões sérias, como arquitetura, publicidade, estampador de camisetas etc. Mas não servi para nada, então me resignei a ficar pintando uns quadros.

 

CT: O que ser artista plástico já proporcionou para você até agora?

Henrique: Muitas viagens internacionais, amigos, entrevistas em jornais e namoradas bonitas, além de muito conhecimento e aperfeiçoamento.

 

CT: Como você define o seu trabalho?

Henrique: Faço o que me dá na “telha”, o que sinto vontade em produzir, e quem vê define como quiser.

 

CT: Quantas exposições já realizou? Quais foram os temas e objetivos delas? Onde fez a exposição?

Henrique: Várias. Os temas são variados, mas nunca evidentes. Algumas exposições consistiram em apenas uma estação criada no local, geralmente com compensado usado. Mas também outros materiais. Outras foram apenas telas, pinturas abstratas, às vezes combinadas com esculturas. Atualmente, tenho usado madeira do lixo para reconstruir formas de árvores. A arquitetura é um elemento ativo nas instalações. E, muitas vezes, há alusão ao corpo humano. Outro tema recorrente é o limite entre a pintura e a escultura.

 

CT: Quais são seus planos, expectativas pensamentos sobre o futuro?

Henrique: Estou morando em Londres. Está muito triste a situação no Brasil. A política cultural está morta, o meio ambiente tem avançado em estado de devastação, um deserto de ideias invadido por uma maré de preconceito e ignorância. Retrocesso é a melhor definição.

 

Para mais informações sobre o artista acesse:

http://www.henriqueoliveira.com/defaultBR.asp

 

Imagem capa: fotografia site Henrique Oliveira

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