“E, no momento, a resposta é não”: posicionamento da Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos sobre o Iamspe

Nova reunião gera um novo impasse

 

Juliana Neves

 

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) foi descredenciado a pedido da Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos desde agosto do ano passado. A justificativa é que haveria prejuízos pela falta de reajuste dos valores tabela dos procedimentos e prestação de serviços. Sendo que o faturamento ao ano era de, aproximadamente, cinco milhões.

Com isso, na última terça-feira, 06, foi realizada uma reunião em São Paulo com os representantes do Iamspe e o assunto voltou a ser preocupante, considerada que gerou novamente um impasse. O ex-vereador Antonio Amaral Junio – Toninho do PT, assessor regional do deputado estadual Enio Tatto, afirma que o deputado disse que a reunião estava indo bem com Wilson Pollara, superintendente do Iamspe.

No mesmo dia, Toninho conversou com Fernando Alberto Paderno Abreu, administrador da Santa Casa, e foi informado que em razão da falta de reajuste dos valores tabela dos procedimentos a situação fica complicada e o assunto não será levado para discussão com a diretoria da entidade. Além de que vão aguardar por um levantamento que o Iamspe está produzindo para verificar o reajuste e não há previsão de término.

De acordo com o assessor, também esteve presente nesta conversa Celso Zanutto, presidente do hospital, e Edson Rogatti, diretor e presidente da Federação das Santas Casas do Estado de São Paulo.

“Havia uma grande expectativa por parte de mais de 20 mil pessoas de Ourinhos e região que esta reunião poderia ter como resultado um acordo para a volta do credenciamento da Santa Casa aos funcionários públicos, seus dependentes e agregados. Este impasse gera uma grande frustação e revolta em muitos, se sentindo abandonados, desde o final do atendimento”, relata Toninho.

E sobre o reajuste dos valores, os deputados estaduais Enio Tatto e a Professora Bebel, líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na assembleia, compreendem a necessidade e afirmam ter condições para as alterações. Em razão do aumento significativo nas contribuições do funcionalismo ao Iamspe.

Portanto, juntos irão apresentar uma propositura na Assembleia Legislativa da Província de São Paulo (Alesp) com o apoio de outros deputados. É um compromisso que foi assumido perante autoridade estadual das Santas Casas, além da promessa de encaminharem emendas de recursos financeiros, como já fizeram no passado.

Por fim, Toninho lamentou este novo impasse. “Conseguimos que o Iamspe agendasse esta reunião, após várias tentativas, que, infelizmente, não teve o resultado que desejávamos. Mas cabe a Santa Casa a decisão de aceitar ou não a proposta. E, no momento, a resposta é não. Agora, fica uma pergunta no ar. Como os 80 hospitais e mais de dois mil prestadores de serviços (clínicas e profissionais de diversas especialidades) continuam atendendo se dá prejuízo? O que alega a Santa Casa de Ourinhos, sendo que a imensa maioria não é entidade filantrópica (sem fins lucrativos) como o hospital ourinhense”, finaliza Toninho.

Juliana Neves

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