Bolsonaro: A perversidade na presidência

Jefferson Correia Lima

Bolsonaro é perverso. Acometido de perversão no sentido da psicanálise.
O pronunciamento oficial, atributo conferido ao Presidente para dirigir-se à Nação, foi utilizado de maneira irresponsável e repugnante.

Bolsonaro contraria todas as recomendações sanitárias no trato da epidemia do coronavírus.

Líderes mundiais de diferentes matizes ideológicas convergem quanto a adoção da quarentena como forma de combate a maior epidemia depois da gripe espanhola.
O isolamento político de Bolsonaro tonifica-se. Antigos aliados já não mais toleram seus rompantes burlescos.

Não se trata mais de desatino político, Bolsonaro aparta-se da realidade.

O capitão tosco dirige-se à nação imanado ao radicalismo pueril, rasteiro e torpe que o levou à Presidência sob um contexto de disfunção institucional, e sob esse mantra, energiza-se do embate e do dissenso. O despreparo é notório que o consenso e a convergência são impraticáveis.

No sistema presidencialista exige-se do chefe de Estado e de Governo a formação de uma maioria política para a condução dos destinos do País, todavia, Bolsonaro, na sua inépcia em liderar não só não a constrói como, a galope, ruma para o gueto político.

Bolsonaro ainda produz encantamento em seus séquitos de visigodos, numa inflamável e tenebrosa retroalimentação que pode levar o Brasil à catacumba institucional.

Existente ainda o otimismo da pulsão de vida, emblematicamente representada nos abnegados servidores públicos da SUS, que bravamente, mesmo após o deliberado sucateamento promovidos por este governo primitivo e anticivilizatório, luta incessantemente no combate a epidemia.

Afaste-se Bolsonaro, leve juntamente o Roberto Justus, o dono do restaurante Madero, o “véio” da Havan e demais obscurantistas e genocidas. Os que querem salvar vidas têm uma longa e martirizante jornada.

Jefferson Correia Lima é advogado e procurador legislativo.