Os Antípodas: Problemas do saneamento convencional

Por Os Antípodas

Saneamento é sinônimo de limpeza, e quando aplicado a uma cidade, é a limpeza do seu território, englobando a gestão de resíduos sólidos, tratamento de água e tratamento de esgotos.

O saneamento convencional geralmente pensa à macro escala: juntar tudo e ver como tratar. Juntar os resíduos sólidos num aterro sanitário (ou num lixão); tratar toda a água de milhares ou milhões de habitantes em uma Estação de Tratamento de Água, ETA, antes de enviar para as casas; e juntar todo o esgoto da cidade em um ponto e tratá-lo (ou não) numa ETE, estação de Tratamento de Esgoto.

Em linhas gerais, podemos contar a história de um rio que passa por várias cidades antes de desembocar no mar. Quando chega na primeira cidade, ele tem uma ótima qualidade de água. Mas, a cada cidade que passa, essa qualidade de água vai diminuindo, pois o esgoto de cada cidade é jogado no rio, às vezes passando por uma ETE antes. No Brasil, menos da metade do esgoto gerado recebe algum tipo de tratamento, segundo o Instituto Trata Brasil.

Um dado importante é que essas cidades usam a água deste rio para abastecer as casas da população, depois de passá-la por uma ETA.

Essa prática “normal”, de jogar esgoto, tratado ou não, nos rios, é responsável pela baixa qualidade da água dos rios, principalmente perto das cidades, onde, justamente eles poderiam ser utilizados como fontes de recreação e de irrigação.

Preparamos um vídeo tratando desse tema, utilizando como base um pôster da Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ).

Espero que curtam. E quem quiser, deixe seu comentário.

https://youtu.be/2aiL9kbVS8Q

 

Fontes:

Instituto Trata Brasil, esgoto tratado no Brasil: http://www.tratabrasil.org.br/saneamento/principais-estatisticas/no-brasil/esgoto

Pôster da GTZ: https://www.susana.org/en/knowledge-hub/resources-and-publications/library/details/349?pgrid=1

Rafael Dantas

Editor e fundador do Jornal Contratempo, geógrafo e entusiasta da mídia colaborativa.