Mandato Coletivo: um caminho sem volta na Política

Roberta Stopa, Andréia dos Santos, Camilla Zaina Drumond, Danilo Santos, e a saudosa Marisa Barletto (em memória), fazem parte do Coletivo Enfrente!, mandato eleito pelo PT (Partido dos Trabalhadores) que representa diversas pessoas com muitas ideias. Os quatro se reunem todas as semanas, bem ao estilo do que preconizaram durante a campanha. Claro que existem diferenças entre eles, mas são alinhados com seus objetivos que passam por ter um mandato aberto à participação popular, aberto ao diálogo e defendendo todas as bandeiras que levantaram durante a campanha, como a bandeira da participação da sociedade, meio ambiente, cultura, gênero, saúde, vigilância sanitária, juventude, políticas para pessoas com deficiência e proteção dos animais. O mandato foi criado a partir de um grupo que se encontrava para realizar discussões de temas acerca da sociedade e na Câmara as decisões são realizadas em conjunto, em coletivo. Requerimentos e indicações seguem o mesmo diapasão, inclusive conseguem reunir com pessoas que os procuram com alguma demanda, grande diferenciação para mandatos de vereadores solitários que decidem sozinhos.

 

A grande luta do mandato é ampliar seu trabalho e torná-lo a cada dia que passa mais aberto e participativo. Sonham e lutam em aumentar a participação popular, é um caminho sem volta que está colhendo seus frutos.

 

Como não posso conversar com os quatro (por questões de tempo que não possuo) entendi que poderia conversar com Roberta Stopa em representação do Enfrente!, e mostrar um pouco mais uma parte da dita oposição na Câmara, mas que se formos a ver bem, fazem mais pela população que a gestão que só busca interesses pessoais ou de determinados grupos “importantes” da nossa Cidade. O mandato luta para defender políticas públicas e dar voz à sociedade que clama por justiça, que grita por socorro.

 

Roberta Stopa tem 41 anos, é Assistente Social de profissão, graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual de Londrina/PR (UEL) em 2003, Mestra pela Unesp de Franca/SP e Doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Desde 2009, Roberta trabalha no INSS no atendimento às pessoas com deficiência e idosas, para fins de benefícios previdenciários e assistenciais, bem como no atendimento a toda a rede de serviços sociais.

 

Sua experiência é vasta nas políticas públicas, em especial de assistência social e saúde (muitos vivem no achismo e fingem que sabem, mas quando temos alguém com este currículo viramos a cara, assobiamos e fingimos que está tudo bem). Participou como membra e presidente de vários conselhos de direitos, como da Assistência Social, Saúde, Criança e Adolescente, Pessoa Idosa em várias cidades. Também trabalhou como professora nos cursos de graduação em Serviço Social e de especialização em Gestão de Projetos Sociais e de Serviço Social na Saúde. E foi membra do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS SP).

 

Podemos ver facilmente que a política não surgiu só agora na vida de Roberta, já que participou em toda a sua vida de vários movimentos sociais, sindicatos e Conselhos, além de trabalhar como assistente social. A vontade para ser candidata a vereadora surgiu em 2018 quando se sentiu chamada para ocupar esse lugar e atuar na defesa dos direitos da população e das políticas públicas na nossa cidade. Quando questionei sobre projetos ou ambições, Roberta me falou que tem muitos, que pretende continuar na política, continuar seus estudos e construir um trabalho de base em Ourinhos, principalmente com mulheres.

 

Ao provocá-la sobre uma possível candidatura a Prefeita de Ourinhos, prontamente me falou que se encontra totalmente focada no trabalho como covereadora, que vai aprendendo com os desafios. É um aprendizado único, com as possibilidades e desafios que esse novo trabalho lhe proporciona diariamente. Percebi claramente que tem pretensões, que são muitas que pairam em sua cabeça, mas uma, a mais importante é a de realizar o mandato coletivo aberto ao diálogo e escutar as pessoas nas ruas. Pretende trazer pessoas para a política, pretende mostrar que esse lugar é da população, que é nosso e que é possível ser honesto tendo princípios éticos na política.

 

 

De políticos inspiradores tem muitos, desde os tempos da faculdade. Sua inspiração vem de pessoas que defendem e lutam pelos direitos sociais e políticas públicas, independente do lugar que ocupam. Acredito que seja por isso que não tenha arrependimentos na vida.

 

Quando indaguei sobre quem seria Roberta fora da política, ela me disse que é uma pessoa dedicada e focada nos estudos, que é extremamente comunicativa. Passou por diversos empregos, enquanto se graduava. Foi vendedora de loja, garçonete, fiscal de provas em concursos, e, antes de atuar como Assistente Social, seu último emprego foi numa pastelaria. Ainda durante o doutorado teve a oportunidade (única diria eu porque foi uma cidade que amei de coração, tudo me encantou, desde a Sagrada Família às Ramblas) obter uma bolsa de estudos na Universidade Autônoma de Barcelona, podendo assim vivenciar e conhecer outras realidades. Gosta de estar com a família e com suas amigas. E se identifica, portanto, com esse trabalho Coletivo, já que gosta de estar em espaços de trocas de ideias, risadas, afetividades e lutas.

Foi um prazer enorme conhecer esta mulher, que muitos desvalorizam porque está na suposta oposição. Olhem para o coletivo como uma forma de complemento da sociedade que está no dia a dia na rua e não fechados em um gabinete, ditando ordens e leis que em nada favorecem quem mais precisa. Acredito que o coletivo possa ser considerado um caso de sucesso, não se calam, lutam, indagam, criticam. Por mais vozes assim!

 

Deixo-vos com uma frase de Camilo Castelo Branco: “Os dias prósperos não vêm por acaso. São granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento”.

Pedro Saldida

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