Júri popular absolve ex-PM acusado de executar foragido em Ourinhos

 

Zanette chegou a ser presos durante a fase de inquérito mas foi solto para responder em liberdade

Respondendo desde setembro de 2021 a acusação de ter executado com dois tiros o foragido Murilo Henrique Junqueira de 26 anos, o ex-subtenente da PM de Ourinhos Alexandre David Zanette, foi absolvido pelo júri popular, sob a alegação de legítima defesa.  O julgamento ocorreu na última sexta-feira (17).

Zanetti de 49 anos juntamente com o cabo João Paulo Herrera de Campos de 37 anos foram flagrados por câmeras de segurança, executando o foragido quando o mesmo se entregava com as mãos na cabeça não resistindo à prisão. O crime ocorreu em uma viela da Rua Elvira Ribeiro de Moraes no Jd. São Carlos na periferia de Ourinhos. https://contratempo.info/principal/justica-determina-juri-popular-para-pm-que-executou-foragido-em-ourinhos/ 

No registro da ocorrência os PMs informaram que tiveram conhecimento de que Murilo estava foragido e sem explicar como ficaram sabendo do paradeiro do rapaz, foram ao local capturá-lo.  Os PMs disseram que agiram em legítima defesa, reagindo a uma ação do criminoso acusado de homicídio, uma arma que teria sido usada pelo foragido foi apresentada na ocorrência.

Mas a análise do vídeo feita pela Polícia Civil apontou que não houve confronto, as imagens (assista no final da matéria) mostram Murilo desarmado se entregando e sendo alvejado pelo subtenente, com um primeiro disparo e outro quando o detido já estava caído e ferido.

Os  policiais  chegaram  a ser presos durante a fase de inquérito e foram soltos por decisões judiciais para responder em liberdade. Os dois foram expulsos da corporação em 2022, mas apenas Alexandre foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por homicídio qualificado.

O MP não apontou o cabo Herrera como investigado por homicídio, apesar de eventual responsabilidade por fraude processual, suspeito de alterar a cena do crime.

Os jurados decidiram pela absolvição do ex-subtenente após ouvirem as testemunhas de acusação e de defesa, entre elas a esposa da vítima e o delegado responsável pela investigação do caso José Henrique Ribeiro Junior. O inquérito conduzido por Ribeiro Jr. na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) desmente a versão dos policias de legitima defesa. Formaram o júri popular cinco mulheres e dois homens, o julgamento ocorreu no Fórum de Ourinhos.

Fonte G1/ Imagens reprodução