Mariane conta sua história de amor, carinho e abrigo aos animais abandonados

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Mariane: ” O numero de chamados para resgatar é muito maior. que para adotar”.

Não é possível ser preciso sobre o número de cães e gatos que estão por aí vagando pelas ruas da cidade muitos sofrem por falta de bons lares.  As situações de rua de animais é um problema complexo, gatos e cachorros dependem dos humanos para suas necessidades diárias – comida, água, abrigo, cuidados veterinários, amor e muito mais.

No entanto, muitos animais não têm alguém para cuidar deles, muito menos um lugar quente e confortável para se aconchegar à noite, são muitas vezes abandonados pelas pessoas de quem dependem gente não preparada para assumir o compromisso vitalício de cuidar de um animal.

E é aí que começa o infortúnio desses animais que podem ser atropelados, atacados por outros animais, sucumbir a temperaturas extremas, passar fome, contrair doenças contagiosas e enfrentar outros perigos e crueldades como tortura e envenenamento.

Felizmente existem voluntários que se dispõem a dar abrigo, amor e carinho aos animais que foram abandonados ou maltratados por seus donos dispostos a dar um novo lar para os bichos. É o caso da jovem Mariane Cristina da Silva dos Santos que desde 2015 vem atuando como protetora independente de animis abandonados e negligenciados.

Mariane transformou sua residência no bairro Pacheco Chaves onde vive com sua família em abrigo, “minha casa acabou virando um abrigo, moro com minha família e aqui tem gaiolas com mamães gatas, gatos livres, no fundo um gatil e um canil”, revelou a reportagem do Contratempo.

 

Perguntada como se enveredou por esse caminho de dedicar-se a resgatar e cuidar de animais abandonados, ela conta que isso vem desde que era criança. “Desde menina eu sempre gostei dos bichos, mais que as outras crianças. Eu encontrava um animal abandonado levava pra casa e minha falecida mãe não deixava ficar, até que ela partiu e eu comecei a resgatar por conta animais nas pelas ruas e adotar”.

Ela se lembra da primeira ação de resgate relatando que um dia, vendo um abandono de três cães em uma casa, entre eles uma cachorra muito doente já sem pelos, tomou atitude de chamar a policia, pois todos viam e nada resolviam.  “Eu fui, chamei a policia, os vizinhos pra testemunhar e retirei os três animais da casa, todos adotados, menos a doente que chamávamos de Diana que internei, esse caso deu uma repercussão que eu nunca imaginei, depois disso eu nunca mais parei, é algo que não tem explicação, hoje eu não vivo sem isso tudo”.

Mariana hoje dá abrigo e cuida de aproximadamente 100 animais que, ou os donos morreram, bichos que foram atropelados ou encontrados com câncer ou com alguma doença, vitimas de maus tratos. E segundo ela quem lhe dá suporte é a comunidade. “Quem me ajuda é o povo, graças a Deus sou uma pessoa muito conhecida na causa, aí comerciantes e pessoas comuns me ajudam e também faço rifas e alguns eventos em prol dos animais”.

Perguntada se recebe algum auxilio do poder público, Mariana disse que às vezes mandam ração e relatou uma coincidência, no dia da entrevista chegaram veio oito sacos de ração enviados pela Secretaria de Meio Ambiente que também auxilia com castrações.

De acordo com a protetora independente todos os cães são castrados, vacinados e são muitas as despesas com esse trabalho para aquisição de ração, produtos de limpeza, vacinas e clínica quando é preciso. “A ajuda mesmo vem do povo e comerciantes que ajudam demais, todos são castrados, se tiver algum sem castrar é por saúde, porque aqui tem que ser castrado. Então as pessoas contribuem bancando com dinheiro, ração e produtos”.

O seu canil e gatil conta também com o auxilio da Special Dog um dos maiores fabricantes de comida para animais com a qual mantem um contrato. “Uma coisa, eu tenho a colaboração com a Special Dog que doa 100 quilos de ração todo mês. Inclusive eles acabaram de fazer inspeção aqui pra renovar, a metade do mês essa ração ajuda a outra metade o povo que doa”.

Segundo Mariana existe procura para adoção de algum animal, não são muitos, o numero de chamados para resgatar é muito maior. Ela relatou como foi o ultimo resgate que fez de um animal solto vagando pelas ruas do Jardim Anchieta. “Estava na chuva há dias, machucado, idoso, aproximadamente 16 anos. Levei 24 horas pra pegar ele, pedi pelas redes sociais para que as pessoas do bairro tentassem prender o cão e me avisar. Ele tinha medo demais e não deixava pega-lo, até que uma pessoa o prendeu ele no estacionamento da igreja e me avisou”.

Após o resgate, ela conta que com doações pagou o transporte até um Pet Shop para banho, tosa, remédios e transporte depois até o abrigo. Segundo Mariana, o mais difícil nesse trabalho são os resgates cujos pedidos ocorrem todos os dias. “Sempre tenho dívidas na clínica, aparecem casos horríveis de resgates que não podemos esperar, mas também precisamos pagar, mesmo com desconto, e não temos hospital público pra levar. Aí vem a vaquinha de emergência nas redes sociais.

Abrigo da Mariane Mari    

Rua: Capitão Nelson Marcelino da Silva, 94. Pacheco Chaves

Contatos : 14 99858-7978

Pelo Facebook : https://www.facebook.com/marianecristina.dasilva.96?mibextid=ZbWKw

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