No dia seguinte da reivindicação dos coletores de lixo, SAE deixa funcionários sem refeição

Nesta terça-feira, 08, um dia depois da manifestação dos coletores de lixo da SAE no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ourinhos, um grupo de funcionários da coleta foi proibido de fazer a refeição oferecida diariamente aos colaboradores na hora do almoço. Para eles, a atitude foi uma demonstração de repressão da empresa e uma forma de castigar a equipe de funcionários que reivindicou contra as políticas administrativas da Superintendência de Água e Esgoto (SAE). Um atraso da equipe foi a justificativa para a suspensão do almoço.

Segundo os coletores, o almoço é servido às 13h. Por conta da pouca quantidade de funcionários para recolher o lixo, o trabalho na parte da manhã da terça-feira durou mais tempo do que o esperado e quando chegaram ao pátio da ETA (Estação de Tratamento de Esgoto) do CDHU, às 13h40, para o almoço, foram noticiados que, por conta do atraso e, a mando de ordens superiores, a comida não seria mais servida.

Um dos coletores fez uma publicação no Facebook expondo o caso.

Os funcionários enxergam o acontecimento como uma forma de represália, porque não foi a primeira vez que algum grupo de coletores se atrasou para chegar ao almoço, mas foi a primeira vez que ficaram sem a refeição por conta de um “atraso”; justamente um dia após as manifestações.

O Jornal Contratempo contatou a comunicação da SAE pelo WhatsApp da assessoria no início da noite. Por enquanto, a mensagem foi apenas visualizada.