O caso do arroz com caruncho na merenda

Denúncia feita por meio de vídeos nas redes sociais mostrou a existência de caruncho e larva em um prato de arroz da merenda servida aos alunos da Escola Estadual Prof. Norival Vieira da Silva no bairro Helena Braz Vendramini. O caso agitou as redes sociais com cobranças endereçadas a Comissão Municipal de Fiscalização e Conselho da Secretaria Municipal de Educação.

A escola onde foi constada a presença do inseto no alimento é estadual. Mas, a responsabilidade pela compra dos alimentos, disponibilização e mesmo preparo da merenda servida nas escolas da cidade, sejam municipais ou estaduais, é da Secretaria Municipal de Educação.

Procurada pela reportagem do jornal Contratempo, Sandra Regina Andrade de Oliveira dirigente estadual de Ensino da Região de Ourinhos disse que foi constatado a presença do inseto em apenas um prato servido. E assim que a direção da escola foi avisada, o setor de Nutrição da Secretaria Municipal de Educação foi comunicado. A nutricionista responsável, imediatamente, foi até a escola para verificar o ocorrido e tomar as medidas necessárias.

Ainda conforme Sandra, a direção das demais escolas estaduais foi alertada sobre problema e o setor de nutrição da Secretaria de Educação estaria cuidando da substituição do lote do alimento.

A redação do Contratempo também procurou o setor de Nutrição da Secretaria Municipal de Educação para obter outras informações como; qual a quantidade e marca do produto que estão distribuídos nas escolas?  Se o alimento está dentro do prazo de validade já que supostamente, nas embalagens do arroz não constaria data de fabricação e prazo de validade. E se o fornecedor foi comunicado sobre o ocorrido e que medidas deverá tomar diante do problema.

A resposta foi de que um relatório foi enviado a Coordenadoria de Comunicação da prefeitura e somente esse setor, também contatado pelo jornal, irá se manifestar sobre o assunto o que não ocorreu até o fechamento desta reportagem.

Estardalhaço

O que também chamou atenção no caso foi à atuação do vereador Guilherme Gonçalves em vídeo divulgado por ele em seu perfil no Facebook.  Segundo informações o vereador foi atendido pela vice-diretora da escola em sua sala para explicações. Na ânsia de fazer estardalhaço com o caso  o vereador invadiu a despensa da escola sem autorização e gravou o vídeo no qual abre um saco de arroz que estava furado a procura dos carunchos.

É norma em todas as dependências das escolas como cozinha e despensa, que a entrada somente seja permitida aos funcionários que manipulam os alimentos, seguindo todos os protocolos de higiene como uso de, além de vestimentas adequadas, touca, luvas e máscaras, o que não foi o caso do vereador.

A reportagem também conversou com alunos não só da escola em questão, sobre a merenda servida nas escolas.  Os alunos reclamaram quanto à variedade da merenda, segundo eles o cardápio tem se resumido a ovo e frango, todos os dias.

Já alguns funcionários disseram que o setor da merenda está com déficit de cozinheiras. Os relatos dão conta de que faltam merendeiras o que ocasiona sobrecarga de trabalho. Por conta disso, estão sendo deslocados de uma escola para outra para fazer comida para 300 alunos por dois funcionários apenas.

 

Arroz com caruncho: como proceder?

A boa notícia é que traças e carunchos não transmitem doenças ao ser humano – ao contrário, por exemplo, das baratas e moscas.

Mas, quem nunca pegou aquele pacote de macarrão aberto na despensa e percebeu pequenos bichinhos na massa? Ou então no arroz, no feijão, na farinha, no achocolatado… Esses bichinhos são chamados de carunchos, uma praga urbana bastante comum nos alimentos. Além dele, é possível encontrar traças, pelos de roedores, baratas e moscas em muitos alimentos industrializados.

De acordo com Marcos Roberto Potenza, pesquisador do Instituto Biológico (IB), algumas espécies de traças e carunchos estão presentes desde a colheita até a comercialização e acabam chegando à casa dos consumidores. Os produtos mais atacados são macarrão, arroz, farinha de trigo, fubá, achocolatados, bombons e ração para pet, dentre outros.

Esses bichinhos estão presentes nos alimentos o ano todo, mas são nos meses mais quentes que percebemos melhor sua presença, já que no calor encontram as condições mais favoráveis para reprodução e desenvolvimento.

Na época quente do ano, o risco de uma infestação é maior se você trouxer algum produto infestado para sua despensa de alimentos. Um produto infestado significa dezenas a centenas de ovos ou larvas que continuarão a se desenvolver no pacote, ou migrar para um próximo gerando uma infestação cruzada.

Uma curiosidade destacada por Potenza é que nem sempre o alimento que você identificou com traças ou carunchos é a origem do problema, ou seja, a infestação pode ter surgido em outro produto – que continua dentro do seu armário e pode perpetuar essa infestação.

 

Dicas para evitar a presença dessas pragas:

– Verifique se o produto não está com a embalagem perfurada, rompida ou com algum tipo de dano mecânico. Isto favorece a entrada de insetos.

– Após abertos, mantenha os alimentos em recipientes bem fechados.

– Se identificou um produto com infestação, confira os outros que estão no armário porque pode haver migração de insetos para outros alimentos.

– Não jogue fora na mesma hora o produto infestado. Congele-o por 24 horas antes de dispensá-lo para matar os bichinhos e quebrar o ciclo de vida deles, evitando a sua dispersão.

Fonte Diário de Pernambuco

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