Direito de resposta da APAB

A APAB (Associação de Pais e Amigos da Escola Municipal de Bailado) vem por meio desta, prestar os devidos esclarecimentos à toda a comunidade ourinhense, a qual sempre foi parceira da entidade, assim como à todos os amigos e colaboradores de tantos anos, além do público em geral.

A Associação vem sofrendo ultimamente uma série de ataques indevidos à sua honra com o único intuito de denegrir a sua imagem, a qual lembramos, é uma entidade sem fins lucrativos e que durante os seus 23 anos de atuação sempre foi parceira da Prefeitura Municipal e até hoje proporcionou não só benefícios à própria escola como também aos seus assistidos, além de toda a comunidade em geral e à cultura ourinhense.

Para o bem da verdade vimos a público solicitar o direito de resposta referente à matéria não assinada e publicada no dia 15 de maio, no site Ourinhos Notícias.

Primeiramente queremos afirmar que a associação está tranquila quanto à todas as acusações imputadas, e ainda mais depois de tomar conhecimento de que será encaminhada documentação às instâncias públicas competentes para apurar as denúncias que recaem sobre “alguns” representantes da APAB e professores da Escola que sempre foi um orgulho da nossa cidade. Só nos resta saber qual será essa documentação, com a qual inclusive, informamos que poderemos de modo farto contribuir.

Apesar de a reportagem ter incluído apenas duas linhas em seu rodapé dizendo que representantes da APAB ouvidos pela mesma negaram as irregularidades, o que de fato negamos, pois realmente a associação de pais sempre prestou contas de todos os recursos recebidos, acreditamos que a publicação poderia ter antes cedido o mesmo espaço que concedeu em suas deduções dos fatos para que se pudesse ficar esclarecido de modo que não prevalecesse a falsa impressão que a matéria sugere, a de que a APAB não cumpriu devidamente com as suas obrigações. Fato é que se tivéssemos tido o mesmo espaço ao menos esse ponto (o da prestação de contas) já teria sido desvendado e assim aclarado a própria reportagem a qual por boa fé acreditamos, pretendia trazer luz aos fatos.

Tornamos claro ainda que, ao contrário do que foi publicado, visando a devida probidade e transparência, a prestação de contas relacionada a viagem de Nova Iorque, contendo cópia de todas as notas fiscais e recibos referentes aos valores de arrecadação de verbas, ações realizadas para esse fim, doações e colaboração financeira oferecida pela Prefeitura Municipal e com todas as despesas referentes, foi realizada na data de 04/05/2017, embora a reunião marcada para este fim tenha sido desmarcada pela própria Prefeitura.

A copia de documentos, como notas fiscais, recibos, e comprovantes de TED para prestação de contas foi entregue junto ao setor de compras na presença da advogada Adriana Njaime Vivan, nomeada pela PMO para esta finalidade, tendo sido devidamente documentada, através de uma ata assinada pelas partes, documento que segue em cópia neste pedido de resposta.

A publicação fala ainda sobre relatos de alguns bailarinos que apontaram uma série de supostas irregularidades, as quais a matéria não cita. A matéria também diz que os bailarinos foram convidados por membros da APAB, os quais gostaríamos que fornecessem suas vias do suposto contrato de prestação de serviços ou documento que demonstre tal convite para efetiva comprovação dos mesmos.

Não os tendo convidado portanto, a Associação entende que jamais teve QUALQUER OBRIGAÇÃO de sustentar tais estudantes, aos quais a matéria se refere como membros da equipe profissional de Ourinhos, o que é um grande equívoco. Profissionais a Associação manteve única e exclusivamente no período em que permaneceu aqui a Companhia Brasileira de Ballet, oriunda da cidade do Rio de Janeiro, a qual foi e é capitaneada por seu competente diretor, Jorge Teixeira, e apenas com alguns poucos bailarinos solistas durante tal período.

Os bailarinos do grupo Ballet Jovem foram convidados via mídias sociais sem prévia comunicação à Associação de Pais, exclusivamente por iniciativa própria do Sr. Luís Tadeu dos Santos, o “maestro” Tadheo de Carvalho. Ressaltamos o fato de que todos os bailarinos de fora que vieram para estudar na EMBO, ( e já foram dezenas de bailarinos que por aqui passaram) os mesmos SEMPRE SE MANTIVERAM COM RECURSOS PRÓPRIOS.

A associação manteve moradia durante todo o ano passado, mas por benevolência e como forma de apoio a esses jovens, que na ocasião eram dois bailarinos, as despesas de uma residência com água, luz e alimentação, sendo que esse último ítem sempre foi mantido através de arrecadações voluntárias e ações de amigos e anônimos. A Escola sempre recebeu estudantes de fora de braços abertos, porém nunca nem jamais a mesma ou a própria Associação se comprometeu ou fez qualquer tipo de promessa aos bailarinos. Se os ajudou até aqui foi por simples apoio, boa vontade e altruísmo, mas nunca por ter feito esse tipo de promessa.

O referido artigo se equivoca ainda ao se referir como sendo responsabilidade da APAB a manutenção da casa, assim como o custeio da alimentação, já que isso seria, na altura dos acontecimentos, algo que além de temerário e irracional beiraria ainda a insanidade, o continuar a zelar por pessoas tão mal agradecidas e indignas de confiança. Esse papel delegamos com prazer à outros generosos de plantão.