MP pede que bispo de Ourinhos reveja decisão de retomar missas presenciais

Após o anúncio feito na noite de quarta-feira, 20, pelo bispo diocesano de Ourinhos, Dom Salvador Paruzzo, para abertura das igrejas e retorno de celebrações públicas da Santa Missa, o MP (Ministério Púbico de Ourinhos), se manifestou contrário a essa retomada das missas e recomendou ao bispo que reveja a decisão.

A informações foi confirmada pelo jornalista Adolfo Lima da TV TEM na manhã desta quinta-feira, 21. De acordo com o repórter, foi divulgado pelo MP um documento assinado pelo promotor Adelino Lorenzetti Neto, que orienta o bispo “abster-se de realizar ou determinar a realização de atividades religiosas que envolvam a aglomeração de pessoas, inclusive missas, cultos e demais atividades correlatas, ainda que em locais abertos, sob pena de responsabilidades civil, criminal e administrativa.”

O MP tomou como base a decisão do Supremo Tribunal Federal de que os estados e municípios tem autonomia para determinar medidas de enfrentamento a pandemia do coronavírus e que, nesse sentido, o estado de São Paulo e o município mantiveram o decreto que não inclui as atividades religiosas como essenciais.

O bispo ainda não se manifestou sobre este pedido e teria informado ao repórter, que a decisão foi tomada de acordo com o decreto do governo Federal que considera as atividades religiosas essenciais. Disse também que as missas podem ser retomadas nas igrejas das 24 cidades que fazem parte da diocese assim que os padres tiverem condições de cumprir as medidas de higienização e distanciamento social.

Ontem (20) na postagem no Facebook, o bispo garantia que a decisão da retomada foi feita em comum acordo entre a Prefeitura de Ourinhos e MP.

“Depois de 2 meses de Distanciamento Social, vendo a necessidade de participar a Santa Comunhão de muitos fiéis, as orientações de outras dioceses, o parecer do Promotor Dr. Adelino Lorenzetti Neto e do Prefeito de Ourinhos”, destacava.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: Passando a Régua

 

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