Artigo: A retomada do Brasil no protagonismo internacional Por Alexandre Padilha

Alexandre Padilha é médico, professor universitário, Ministro das Relações Institucionais da Presidência da República e deputado federal licenciado (PT/SP). Foi Ministro da Coordenação Política no primeiro governo Lula, da Saúde no governo Dilma e Secretário da Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.

O Brasil voltou para a Copa do Mundo da política internacional. O presidente Lula, com sua liderança política e credibilidade internacional, tomou as decisões necessárias para a retomada do nosso protagonismo global, marca registrada em seus governos anteriores.

Só no seu primeiro dia de trabalho, em 2 de janeiro, o presidente recebeu mais líderes internacionais do que todo o governo passado, e essa quantidade não desacelerou ao longo do ano. O presidente da República fez dezenas de viagens internacionais, esteve com os principais líderes mundiais e recuperou importantes relações bilaterais.

A principal mensagem e objetivo do governo brasileiro é assumir compromissos em cooperação com nações a fim de estabelecer ações que enalteçam a soberania nacional e o povo brasileiro, priorizando o debate sobre o meio ambiente, governança, desigualdade e paz.

Neste sentido, só neste ano, já assumimos importantes cargos de liderança em organizações internacionais, como nas presidências do banco dos Brics, do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), do Pro-tempore do MERCOSUL e do G20 e integrante do Conselho de Direitos Humanos Organização das Nações Unidas (CDH).

Fomos o primeiro país do mundo a repatriar seus cidadãos que quiseram deixar a Faixa de Gaza. A força-tarefa da “Operação Voltando em Paz” conta com um time de acolhimento aos brasileiros e seus familiares com profissionais da assistência social, da saúde e tradutores que auxiliam na regularização e entrega de documentação.

Vamos apresentar ao mundo na 28ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28), em Dubai, os nossos compromissos ambientais para a transição energética, descarbonização e o desmatamento da Amazônia em zero até 2030, cobrando a cooperação das nações na justiça climática.

Estamos preparados e extremamente alinhados com a discussão sobre a política de proteção ambiental do mundo. Neste ano, sediamos a Cúpula da Amazônia, que aconteceu na cidade de Belém (PA) e que contou com a participação de representantes dos países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, onde os debates em defesa das florestas tratou de potencializar o preparo para as discussões em torno do alinhamento com os outros países do mundo.

Neste sentido, o Conselho Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão do presidente Lula, espaço onde o governo dialoga diretamente com representantes da sociedade civil, participa ativamente das discussões relacionadas ao tema.

Na COP 28, o Conselhão vai apresentar ao mundo o debate sobre proteção das comunidades tradicionais nas discussões globais sobre mudanças climáticas, o potencial do Brasil na produção de combustível sustentável para aviação e a preparação e prospecção para COP 30, que vai acontecer em 2025, em Belém do Pará.

Temos feito todos os esforços para que nossa relação internacional seja sólida e consistente. Nosso reposicionamento no mundo já traz importantes resultados como, em menos de um ano, já termos nos tornado o segundo país do mundo que atraiu mais Investimento Estrangeiro Direto (IED) de acordo com Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A união e reconstrução do nosso protagonismo internacional é uma realidade. Somos respeitados novamente, o Brasil voltou ao mundo.

 

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