Socialista lidera corrida presidencial nos EUA, diz CNN

Ao contrário da América Latina, que tem vivido uma guinada conservadora, os EUA podem eleger pela primeira vez um socialista para Presidente da República.

Pelo menos é o que mostra a pesquisa pelo canal internacional de notícias CNN. Segundo a pesquisa, o senador democrata por Vermont, Bernie Sanders, venceria os três candidatos republicanos: Trump por 12 pontos percentuais (55% a 43%), Rubio por oito (53% a 45%) e o cristão radical Cruz por 17 (57% a 40%) .
A pesquisa CNN vai de encontro ao senso comum de que a moderada Hilary Clinton seria o nome para derrotar os republicanos. Clinton venceria apenas o espalhafatoso empresário Donald Trump de 52% a 44%. Nos demais embates, a ex-senadora por Nova York seria derrotada por Rubio (47% a 50%) e Cruz (48% a 49%).

Quem é Bernie Sanders

Bernie Sanders, autointitulado como socialista democrático, é um judeu não-praticante criado no bairro nova-iorquino do Brooklyn.
Formado pela renomada Universidade de Chicago, Sanders foi um ativista dos direitos civis na juventude e se estabeleceu no Estado de Vermont, onde muitos hippies estabeleceram comunidades nos anos 60.
A pré-candidatura de Sanders tem mudados os paradigmas políticos ao criticar a inexistência de um sistema público de saúde nos EUA, a ganância excessiva de Wall Street e os baixos impostos dos mais ricos. Num país de enorme soberba, Sanders diz ter como referência a socialdemocracia sueca com seus serviços públicos de excelência a todos.
Em editorial à Agência Carta Maior, Saul Leblon foi preciso:

“O fenômeno Sanders consiste em falar aos ‘desiguais’ com uma mesma proposta: uma sociedade de serviços públicos dignos e eficientes para todos. Os mais pobres, naturalmente.
Cerca de 47 milhões de pessoas encontram-se nessa categoria nos EUA — uma em cada cinco crianças, no país mais rico da terra. Mas não só a eles.
A classe média espremida pela hipoteca, o desemprego, a descrença no futuro, o desamparo diante da velhice, a humilhação familiar e individual passou também a prestar atenção as suas palavras.”