Com retaliação Lucas Pocay quer Ourinhos fora do  SAMU Regional da UMMES

Invasão: Mário Toloto, cargo de confiança de Lucas Pocay arrebenta o cadeado do portão da sede do Samu Regional

Costumeiramente apostando na desinformação, utilizando de subterfúgios e com postura autoritária o prefeito de Ourinhos tem sido astuto em mascarar suas intenções e objetivos.

São várias as situações em que a aparência de gestor competente não se sustenta quando se analisa com profundidade atitudes que se mostram  irresponsáveis e inexplicáveis frente ao interesse público.

Como no caso em que Pocay tentou na marra, se apoderar do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) operado pela UMMES (União dos Municípios da Média Sorocabana) através de uma OS (Organização Social),  uma atitude em  desatino, empáfia, egolatria de uma personalidade vingativa como se verá a seguir.

O SAMU regional é mantido por um consórcio público entre 12 municípios administrado pela UMMES desde 2012, em 30 de setembro,  de forma ilegal e arbitrária, Pocay mandou seu secretário de saúde Donay Neto e o novo Procurador-geral do município  Renan Oliveira Ribeiro, destituir a UMMES da administração com quebra de contrato, apropriação das instalações e dos repasses do Ministério da Saúde feitos ao consórcio.

As justificativas de Pocay para expropriação era de que o SAMU não  estava cumprindo com as demandas da base, gerando muitas reclamações sobre a falta de atendimento e manutenção das viaturas, porém não apresentou provas de má gestão do serviço e mesmo as reclamações que alegou existir.

A aviltante  tomada de assalto da estrutura da base e pretensões do prefeito de Ourinhos caiu por terra com a reação do prefeito de Ipaussu Sergio Guidío presidente da UMMES, que tentou impedir a invasão no sábado à noite, mas não conseguiu.  A essa altura Pocay já havia firmado um contrato milionário (sem licitação)  de mais de 5 milões com uma empresa de Londrina para assumir o serviço gastando  recursos da prefeitura. do que despendia com o rateio da UMMES.

Porém no  dia 02 de outubro atendendo ao parecer do promotor público Adelino Lorenzetti, que argumentou a favor da gestão pela UMMES,  a juíza Alessandra Mendes Spalding concedeu tutela antecipada determinando  que a base do Samu regional fosse devolvida ao consórcio de municípios.

A juíza enumerou uma série de irregularidades cometidas por Lucas Pocay  ressaltando que Ourinhos “tem o direito de se desvincular da UMMES, desde que o faça de acordo com a legislação e os contratos existentes, sem causar danos irreparáveis aos outros municípios consorciados”.

Na sequência  em uma reunião com os prefeitos na sede da UMMES, em Santa Cruz do Rio Pardo, Pocay manteve a sua intenção de encampar o SAMU o que supostamente teria sido  admitido pelos prefeitos integrantes da UMMES como alardeou o prefeito em release divulgado na imprensa amiga. No entanto, a pendenga só poderá ter fim na  justiça que determinou uma audiência de conciliação para o próximo dia 26.

Birra e retaliação

Reportagem do Jornal Debate publicada na edição de domingo (15/10)

De acordo com reportagem do jornal Debate publicada neste final de semana; no dia 6, em assembleia com prefeitos da UMMES na qual Pocay não compareceu, o secretário Donay Neto disse que Pocay mantem a quebra do contrato e  rateio do sistema Samu regional e que o plano do prefeito é se vincular ao sistema Samu de Assis, cidade distante 80km de Ourinhos.

Segundo ainda a reportagem,  houve revolta de prefeitos pois a quebra do contrato entre os municípios pode afetar todo o atendimento de urgência e emergência da região. O presidente da Ummes, Sérgio Guidio, teria alertado sobre esta possibilidade, mas Donay avisou que esta é a decisão do prefeito de Ourinhos.

De acordo com a matéria assinada pelo jornalista Sergio Fleury , no mesmo dia funcionários da Vigilância Sanitária de Ourinhos estiveram dependências do Samu para uma fiscalização a mando de  Pocay,  quando oito multas foram lavradas, o que nunca aconteceu desde que o sistema foi implantado em 2012.  Multas por infrações administrativas, como falta de licença sanitária das ambulâncias e até por medicamento com prazo de validade vencido.

Sobre esta última infração, técnicos do Samu Regional alegam que nunca houve uso de qualquer medicação vencida, colocando sob suspeita o próprio município de Ourinhos, uma vez que as instalações ficaram sob responsabilidade da prefeitura durante três dias, e possivelmente o medicamento com  validade vencida pode ter sido plantado no Samu por terceiros.

A reportagem revela ainda que já a algum tempo o prefeito de Ourinhos não vem honrando as parcelas do rateio e nem o pagamento de exames de saúde estabelecidos em contratos. A dívida, segundo consta, passaria de R$ 3 milhões, revelou o Debate.

 

 

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