Alckmin: nada vai grudar no picolé de chuchu?

por Gabriel Grazzini*

Como nos livramos de nossos erros? Simples, não nos livramos. Podemos até concertá-los, mas eles passam a fazer parte de nos e não raramente ocupam nossa mente. Temos de mudar nossa postura perante as situações! Mas será assim para todos? Parece que com o “titio” Alckmin não. Ele não precisa se livrar de seus erros porque para a maioria da população paulista, com um “empurrãozinho” da mídia, ele não os comete e ao que parece (para ele mesmo) não há nada de errado com suas ações.
Bem, o assunto é o seguinte: concurso para professor do estado 2013. Com um vínculo muito forte com a eleição de 2014, claro. Já que as 50 mil vagas anunciadas por ele para o “maior concurso da história” içaram boa parte dos votos para sua reeleição. Só que aproximadamente apenas 10 mil vagas até agora foram chamadas. Para conseguir realizar este “calculo” corretamente você deve somar esta lentidão às demais táticas de guerrilha (como disse Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete da Secretaria de Educação) utilizadas: não fazer a convocação prevista para 2015; escolas que seriam fechadas não fossem a luta dos estudantes; diminuir as contratações e superlotar as salas; sem conseguir fechar as escolas, aprovar o aumento do teto de lotação das salas.
Assim como as táticas de outras greves da educação básica até a superior (envolvendo estudantes, servidores e professores) em que o bonachão finge não estar nada acontecendo, deixa os lutadores bem cansados, trabalha com a mídia para ridicularizar as pautas reivindicadas. Quando estes lutarores se vêem em um túnel sem saída e tentam gritar mais alto, recebem como resposta a repressão (com ajuda da mídia) e a culpabilização, e para ele nada…
Poderíamos aqui nos estender sobre como o Trensalão é pouco, ou nada, conhecido pela população mas basta no momento lembrarmos dos no mínimo insuspeitos decretos que tornavam sigilosas as documentações dos trens e metros por até 20 anos!
A esta altura os pensamentos giram em torno de minhas motivações para o texto: devem ser políticas, subjetiva ou é professor que não foi chamado porque não ficou entre os primeiro, etc. Quem pensou isso não está errado e é por isso que comecei o texto desta forma. Sim, tenho família, filha e preciso do emprego. Mas e ele não? A dele está dando rolê de avião! Mas ele não erra! Nada vem a mente dele quando vê algum edital de concurso? Não se lembra da palhaçada que esta arcando?
Alguns o chamam de “candidato antiaderente”, nenhuma crítica gruda nele! Mas nem na própria consciência! Por isso, gosto mais do termo “Picolé de Chuchu”, alem de ser insosso está derretendo.
Entretanto, o assunto do momento é a pancadaria contra a manifestação referente ao aumento do preço das passagens. E ai será que mais essa vai “escorrer” do picolé?

* Professor de Geografia da Rede Estadual e Colaborador do Jornal Contratempo