Estudantes da Unesp paralisam atividades

por Jardel Augusto

Nesta quarta feita (4/4) ocorreu uma assembléia estudantil no campus de geografia da UNESP de Ourinhos, uma das principais exigências é a permanência estudantil.

De uns anos pra cá o número de estudantes da classe trabalhadora ingressando na universidade pública aumentou, o problema é que a universidade pública não tem estrutura para manter um estudante de baixa renda. O número de bolsas de auxílio-permanência requerida por estudantes quase dobrou esse ano, uma grande porcentagem ficou sem o auxílio e, consequentemente, correm o risco de abandonar a universidade por falta de assistência a permanência estudantil.

Diante de todo esse problema, os estudantes viram a necessidade de uma mobilização que exigisse do governo estadual a responsabilidade com os estudantes que dependem, fielmente, do funcionamento de uma universidade pública de qualidade.

Entre os  itens discutidos estavam na pauta a paralisação das atividades acadêmicas por uma semana (iniciando ontem, 06/04 até 13/04) e logo após a paralisação, outra assembléia poderá determinar a ocupação permanente do campus.

Como em 2013, ano que ocorreu uma longa greve com ocupações nas universidades estaduais, os estudantes pretendem com isso reivindicar do Governo do Estado a melhora na assistência estudantil para evitar que os filhos da classe trabalhadora abandonem o curso por questões financeiras.

Os câmpus da UNESP, espalhados por todo interior de São Paulo, atraem estudantes de todas as regiões do estado e do restante do país, entretanto, quando o sistema de apoio e permanência não dá conta de atender as demandas pode acabar impedindo que os estudantes continuem sua graduação.

Os alunos também fazem um chamamento  à sociedade civil e todos aqueles que acreditam em uma sociedade mais justa a apoiarem as demandas estudantis.