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Secretário suspende repasse para AAPEMMO e crise na Cultura pode piorar nos próximos dias

Secretário suspende repasse para AAPEMMO e crise na Cultura pode piorar nos próximos dias

O que já parecia ruim poderá ficar ainda pior nos próximos dias. Após  inúmeros protestos de integrantes da AAPEMMO (Associação de Amigos e Pais da Escola Municipal de Música de Ourinhos – entidade responsável pela contratação dos professores da EMACC (Escola de Música Maestro Américo de Carvalho) – devido à restrição do acesso aos instrumentos musicais dos alunos da Escola de Música, determinada pelo secretário municipal de Cultura Paulo Flores, nesta semana a situação piorou ainda mais, após uma reunião entre o presidente da AAPEMMO e o secretário de Cultura, onde vários pontos das mudanças propostas por Flores e que tem a discordância da Associação foram discutidos, sem se chegar a nenhum acordo entre as partes, fato que poderá aumentar a crise na relação entre os  dirigentes da AAPEMMO, pais de alunos e professores e o secretário de Cultura e provocar inclusive um movimento por sua saída, caso não haja um acordo entre as partes envolvidas.

Segundo informações obtidas, um dos pontos que provocou maior indignação dos responsáveis pela AAPEMMO foi o anúncio da suspensão de repasse da secretaria de Cultura à entidade, determinado por Flores, cujo valor atual, segundo os integrantes da entidade, é de R$ 28 mil mensais.

De acordo com os membros da AAPEMMO, o secretário afirmou durante a reunião nesta semana, que além da suspensão do repasse, a Associação terá sua atuação reduzida, já que a contratação dos professores da Escola de Música passará a ser feita diretamente pela secretaria de Cultura, que inclusive já iniciou nesta semana, um recadastramento dos professores que desejam continuar a dar aula na Escola de Música, cujo documento de inscrição determina novas regras e carga horária de aulas, fato que segundo eles, impedirá que professores que residam em cidades da região consigam conciliar seus horários de trabalho com outros locais que ministram aulas, já que de acordo com publicação divulgada por meio de release da prefeitura, na quinta-feira, 19, “os selecionados terão que ficar à disposição para serem acionados a qualquer momento, conforme as necessidades da Secretaria, cuja jornada de trabalho será de 16h semanais distribuídas em 4h por dia de segunda a sexta-feira”.

Além destas questões, outro fato que desagradou de forma unânime professores, pais de alunos e diretoria da AAPEMMO é a mudança proposta por Flores na metodologia das aulas. Segundo a entidade, o secretário de Cultura deseja que a Escola de Música tenha uma linha menos ‘tecnicista’, deixando de ter aulas individuais para implantar um aprendizado em grupos, que tenha como ponto forte o improviso, o que segundo eles significará a queda brutal da qualidade do aprendizado na  Escola de Música.

Segundo os representantes da AAPEMMO, caso as mudanças propostas por Flores sejam implantadas haverá um ‘desmonte’ da Escola de Música e será ‘jogado fora’ todo trabalho feito nesses anos todos, onde a Escola de Música de Ourinhos passou se tornou referência estadual e nacional, cujo ícone deste trabalho é o Festival de Música, que atrai músicos de todo o Brasil e até de outros países, em todas as edições.

 

Reunião com prefeito

Assim como aconteceu com a APAB (Associação de Pais Amigos do Bailado) – onde os integrantes da entidade foram recebidos pelo prefeito Lucas Pocay, após o anúncio da possível transferência dos alunos do bailado do Centro Cultural para o antigo prédio do SESI – a esperança dos integrantes da AAPEMMO está sendo depositada em uma reunião com o prefeito na próxima semana (cujo encontro foi solicitado pela entidade), durante a qual irão relatar todos os problemas que estão ocorrendo e pedirão que Lucas Pocay intervenha junto ao secretário de Cultura, para que ele volte atrás em várias decisões tomadas, cujas ações eles consideram altamente prejudiciais para o futuro da Escola de Música. De acordo com os representantes da AAPEMMO, caso a reunião com o prefeito não surta os efeitos esperados, eles pretendem realizar um movimento pedindo a saída de Paulo Flores da secretaria de Cultura.

 

Outro lado   

A reportagem do Contratempo entrou em contato com o secretário municipal de Cultura Paulo Flores, na terça-feira, 17, solicitando uma entrevista para que ele esclarecesse os fatos relatados pela AAPEMMO, no entanto, até o fechamento desta edição o secretário não se manifestou a respeito.

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