Unidade para preservar direitos

O Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e pela Garantia de Direitos está reconstruindo a unidade das Centrais Sindicais, a partir deste dia 16 de agosto, em todo o Brasil, quando cerca de seis mil manifestantes participaram do ato unitário na Avenida Paulista, em frente à Fiesp. O mesmo se viu diante das demais federações patronais instaladas nas capitais brasileiras porque estas entidades comungam a precarização das relações do trabalho com o governo interino Michel Temer.

Este 16 de agosto foi um ponto de partida para as futuras manifestações que, a partir de agora, a UGT/SP, juntamente com as 12 Regionais da nossa Federação, vão realizar no Estado de São Paulo.

Agradeço a presença de todos os dirigentes e ativistas das Centrais Sindicais, integrantes das mais diversas categorias profissionais que, numa única voz, deram uma demonstração de unidade e de respeito aos trabalhadores.

Isso porque, como se viu no caso dos comerciários e dos práticos de farmácia, em muito contribuíram para reafirmar nossas posições em defesa da CLT, da Previdência e do emprego, entre outras bandeiras de luta, se deslocando de todas as regiões do Estado.

Manifestantes da Capital, Grande São Paulo, Interior e Baixada Santista agora vão multiplicar, em suas respectivas bases, os encaminhamentos tirados deste histórico 16 de agosto em defesa, também, da retomada da produção industrial e das vendas no comércio.

Nessas manifestações, é certo que vamos manter nossa unidade para preservar as conquistas trabalhistas e previdenciárias, ameaçadas por conservadores e neoliberais.

Por isso, a cada anúncio de retrocesso nos direitos feito pelo governo Temer e classe patronal, devemos nos unir ainda mais para enfrentarmos, com grandeza, estes e outros desafios que virão pela frente. Afinal, consciente que somos, sabemos que o pacote de maldades do plano “Uma Ponte para o Futuro” não vai parar por aqui!

O dia 16 de agosto dá início, também, às Campanhas para as eleições municipais de 2 de Outubro. O momento pede o exercício do voto consciente para fortalecermos a luta dos trabalhadores em outra trincheira: as urnas, outra importante forma de resistência.

Num País apreensivo com os anúncios de medidas antipopulares, o voto consciente é o princípio das mudanças necessárias para revertermos a atual desigualdade entre trabalhadores e patrões nas Casas de Leis, como se vê nas Câmaras Municipais e no Congresso Nacional.

É começar agora, nas eleições municipais, para reconquistarmos a nossa bancada, em Brasília, em 2018, a fim de evitarmos mais violência contra os direitos do trabalhador.

Luiz Carlos Motta

Presidente da UGT/SP e da Fecomerciários