Avança proposta para proibir militar em cargo político sem deixar a corporação

Nunca houve tanto a presença militares na vida pública do país, na política e na administração pública como no governo Bolsonaro e isso foi desastroso para país.  Muito há para se fazer ainda para recuperar políticas destruídas pelo governo anterior.

O governo planeja mandar para o congresso nos próximos dias  uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que tem o objetivo de disciplinar a participação de militares da ativa na política.

A proposta foi elaborada pelo Ministério da Defesa e já passou por análise Casa Civil, o texto prevê que um militar que quiser se candidatar a qualquer cargo público, vereador,  prefeito deputado, presidente,  seja lá o que for,  automaticamente tem de deixar a corporação e não vai poder voltar.

Não tem a  história de pedir licença e se der certo e for eleito, ou se não der eu volto.  Não será permitido, será uma opção de vida, ou a carreira militar, ou a política não haverá retorno  se a opção for pela política.

A ideia é também impor a mesma regra para militares que forem convocados para Ministro, se aceitar o cargo,  que é um cargo político,  mas o governo sofre pressões contrarias a essa posição.

Palácio do Planalto deu início a uma ofensiva para tentar aprovar a PEC a tempo de valer para as eleições municipais de 2024. Mas, a proposta tem que ser aprovada pela Câmara e Senado, antes de 6 de outubro, quando os brasileiros vão às urnas para escolher prefeitos e vereadores.

A ideia é que a proposta passe primeiro pelo Senado, para o sim de pelo menos 27 senadores precisando ainda  passar pela Comissão de Constituição e Justiça e por uma comissão especial ir ao plenário.

Imagens : Reprodução Brasil de Fato 

 

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