Funcionários da UNESP de Ourinhos entram em greve por tempo indeterminado

Após uma paralisação de dois dias, no final do mês de maio, os funcionários da UNESP de Ourinhos realizaram uma assembleia no último dia 08 e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, 13, cujo movimento faz parte de uma mobilização estadual composta pelas Unidades da UNESP no Estado, além da USP e Unicamp, que possuem uma pauta unificada que reivindica a reposição da inflação acumulada no período, além de reajuste real de salários, enquanto a proposta do Cruesp foi de reajuste de apenas 3%, quando a inflação do período foi de 9,34%.

A greve conta com apoio dos estudantes da UNESP que também paralisaram suas atividades e na quarta-feira, 15, farão uma assembleia que poderá deflagrar o início da greve.

Segundo informações obtidas pelo Contratempo, o movimento conta com 70% de adesão, cuja reivindicação principal é o reajuste acima da inflação. Outro fator grave segundo os funcionários é a quebra de isonomia entre a USP, Unicamp e UNESP, já que enquanto a direção das duas Universidades oferecem  3% de reajuste,  o reitor da UNESP afirmou que disse concordar com o índice de 3%, porém afirmou não ter recursos para pagar esse reajuste a categoria.

De acordo com os funcionários, outra questão enfrentada pelos servidores da UNESP de Ourinhos é a sobrecarga de trabalho em vários setores. “Em uma canetada, há dois anos, o reitor parou de repor todas as funções vagas, e neste período, vários servidores saíram e esse quadro não foi reposto, e nós que já temos um número reduzido de funcionários, ficamos numa situação muito difícil”, relatam.

 

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