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Testemunha de acidente na Castelo Branco revela que caminhoneiro provocou acidente que matou ourinhense

Testemunha de acidente na Castelo Branco revela que caminhoneiro provocou acidente que matou ourinhense

Nesta semana aconteceu uma reviravolta no caso do acidente ocorrido no último dia 10, na Rodovia Castelo Branco, em Boituva, envolvendo um caminhão e um ônibus dirigido pelo motorista ourinhense André Ricardo Gomes de Moraes, de 41 anos, que faleceu no próprio local, assim como uma das passageiras,Maria Pavezi, de 76 anos, natural de Campinas (segundo informações obtidas, ela não usava cinto de segurança no momento do acidente).

Na ocasião, o motorista do caminhão Valdevino Gonçalves Borges afirmou que estava dirigindo seu veículo quando foi surpreendido com um ônibus batendo em sua traseira, fato que levantou suspeitas que o motorista do ônibus poderia ter dormido ao volante e se chocado contra o caminhão.

No entanto, no boletim de ocorrência do acidente foi colhido o depoimento de uma testemunha que dirigia seu veículo logo atrás do caminhão e do ônibus no momento do acidente, e que afirmou que uma imprudência do caminhoneiro Valdevino provocou o acidente. Segundo Denílson Francisco Alves da Silva, ele transitava com seu veículo, vindo atrás do caminhão pela 3ª faixa de rolamento da pista enquanto o ônibus vinha pela 2ª faixa de rolamento quando notou o caminhão mudar bruscamente da 3ª faixa (direita) para a 2ª faixa (central) a fim de realizar uma ultrapassagem, o que fez com que o motorista do ônibus não tivesse tempo hábil de frear e colidisse contra a traseira do caminhão.

De acordo com a testemunha, ao contrário do que o caminhoneiro afirmou a polícia, ele não prestou socorro às vítimas e ficou dentro do veículo até a chegada do socorro.

No dia do acidente, ao realizar a fiscalização do caminhão que se envolveu no acidente, os integrantes da perícia técnica constataram que o seu condutor não portava nota fiscal da carga, que estava acima de peso e  na inspeção feita foi verificada que a metrológica do cronotacógrafo estava vencida.

A imprudência do caminhoneiro Valdevino provocou o acidente que vitimou fatalmente o ourinhense André

Caminhoneiro responderá por homicídio culposo

De acordo com a polícia, o caminhoneiro será ouvido nos próximos dias e poderá responder pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e lesão corporal. Além dele, passageiros, representantes da empresa de ônibus e testemunhas também serão ouvidos na próxima semana pelo delegado responsável. “A ocorrência foi registrada como homicídio culposo e lesão corporal. Vamos investigar se houve frenagem por parte do caminhoneiro, a velocidade que ele trafegava e se ele estava na faixa de rolamento destinada para caminhões. Caso essas situações tenham acontecido, ele assumiu o risco de ocasionar um acidente e pode responder por homicídio culposo. Porém, se for constatado que ele estava na velocidade adequada e estava na faixa de rolamento correta, a ocorrência pode regredir para lesão corporal gravíssima. Tudo vai depender da investigação”, explicou Ayr Daniel Paschoal Grilo, do setor de investigação da Polícia Civil.
Segundo a polícia, os tacógrafos dos dois veículos foram recolhidos pela perícia técnica e, com os equipamentos, a polícia quer identificar a velocidade do ônibus e do caminhão no momento da batida. O resultado do laudo deve sair em 30 dias. Em nota, a empresa Viação Garcia afirmou que está investigando as causas do acidente, mas que ainda não é possível apontar nenhuma causa.

 

Ourinhense deixou esposa e duas filhas

André deixou a esposa Denise e as filhas Anny Caroliny, 20 anos e Maria Eduarda de 10 anos

O ourinhense André Ricardo Gomes de Moraes trabalhava como motorista há 15 anos e deixou a esposa Denise Romano de Moraes e as filhas Anny Caroliny Romano de Moraes, 20 anos e Maria Eduarda Romano de Moraes, 10 anos.

Uma de suas irmãs, Rosana Gomes de Moraes disse que para a família, embora nada possa trazer seu irmão de volta, é importante esclarecer os motivos do acidente e demonstrar que ele foi uma vítima e não teve culpa na colisão que acabou vitimando uma das passageiras e deixou 16 feridos. “Apesar de toda dor e sofrimento que estamos vivendo, ainda tivemos que escutar nos últimos dias, várias especulações infundadas de pessoas que não conhecem os fatos e não respeitam a dor dos familiares. Claro que infelizmente isso não poderá trazer meu irmão de volta, mas ameniza nossa dor por saber que ele foi uma vítima que morreu trabalhando, fazendo o que amava. Era um excelente profissional, ótimo irmão, filho, marido e pai amoroso com suas filhas, além de ser muito querido pelos seus amigos”, ressaltou.

 

 

 

Fonte: Gazeta Regional

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