Em razão de outro áudio vazado, jornalista desabafa sobre sua posição durante a reunião

A semana começou com divulgação de outros áudios da reunião de campanha do professor Robson Sanches, tendo este Alexandre Mansinho como o principal da conversa

 

Juliana Neves

No último final de semana, foi divulgado na página de uma emissora de televisão de Ourinhos um vídeo contendo áudio de conversa da reunião, mais recente, dos coordenadores da campanha do Professor Robson Sanches. São áudios que supostamente falam sobre o fechamento de registro para que os ourinhenses sofressem por muito tempo com falta de água.

Alexandre Mansinho e Letícia Azevedo, jornalistas, Samuel Sanches e André Mello são os envolvidos desta conversa. Com isso, nossa equipe de jornalismo, conseguiu uma entrevista com Alexandre, cujo explicou seu posicionamento sobre o áudio vazado.

No dia de hoje, 16, está circulando pelas conversas do aplicativo Whatsapp outro vídeo de outro áudio destes coordenadores, e, desta vez, a voz do Professor Robson Sanches está presente nesta conversa de reunião. E o assunto é sobre professores eventuais.

Aqueles que tiveram acesso a este vídeo estão explicitando revolta ao dizer que o jornalista fez um desserviço em relação à educação e que suas falas não fazem o menor sentido. Além da fala de André Mello, que segundo as pessoas, são de preconceito com as mulheres. Ou seja, somente comentários maldosos.

Portanto, mais uma vez conversamos com Alexandre Mansinho sobre estes novos áudios sendo espalhados pelo município, de modo digital. Primeiramente, o jornalista falou que sempre foi em reuniões da campanha na qualidade de consultor em razão de todo o seu trabalho realizado na cidade enquanto profissional da área do jornalismo.

“Na última reunião, a de domingo (8), fui convidado e várias pessoas sabiam dessa reunião, e em contato com algumas delas, me falaram que parece que alguém colocou uma escuta no local dessa reunião. E foi uma reunião de duas horas, até levei um caderno descrito os problemas da cidade e para que pudéssemos fazer perguntas e propostas de enfrentamento dos problemas. Então, eu falei sobre a questão do professor eventual, falei o que se pensam do professor eventual, que até tem um trecho do áudio que foi uma edição muito grosseira. Falei sim que professor eventual não passa em concurso, mas eu expliquei o motivo, porque é um professor que trabalha mais que qualquer outro, tem que se desdobrar e ir em várias escolas e não sobra tempo para estudar. Eu falava do problema e propondo a solução. Quem fez isso tem muita maldade no coração”, fala Alexandre.

O jornalista complementa dizendo que também foi falado sobre as administrações e neste momento o áudio foi cortado na edição com a intenção de prejudicá-lo em destruir o projeto dele de estudos para concursos e a credibilidade enquanto jornalista.

Outro ponto citado por Mansinho na entrevista é “quando o André Mello fala da questão da gravidez e depressão, logo em seguida eu falo que isso é resultado de uma carga de trabalho excessiva e falei de vários projetos e alternativas. Quem me conhece sabe que jamais eu diria várias coisas levianas com o objetivo de ofender. Era uma reunião que eu fui convidado para ajudar o Robson no debate. Me sinto péssimo, minha vida está destruída porque alguém com maldade quer destruir meu projeto, minha credibilidade. E no momento eu só posso pedir uma coisa: não acreditem, ainda vai ter muita coisa porque conversamos muito e uma pessoa boa em edição pode pegar um discurso e fazer o que quiser com o material, não acreditem no que vocês vão ouvir”, finaliza.

 

Em contato com profissional de edição de materiais audiovisuais, cujo terá a sua identidade preservada por motivos pessoais, nos explicou que os áudios vazados, até o momento, não possuem características de terem sidos editados para modificar a fala das pessoas envolvidas em questão. Mas é provável perceber uma edição que foi retirada de um trecho maior, além de parecer ser um gravador de celular e da adição de música de fundo, que pode servir para mascarar edições.