Crônica: “O jeito é esse mesmo!” Por João Teixeira
COISAS DO BRASIL – A escritora Rachel de Queiroz, precursora o romance regionalista (O Quinze) no Brasil, não era dada ao convívio social.
A comparecer em coquetéis, festas, lançamentos literários ou tertúlias acadêmicas, preferia mesmo ficar em casa assistindo uma boa luta de boxe pela TV.
A língua ferina de Rachel execrava o “abastardamento” da literatura engajada em ideologia ou crença religiosa.
Referia -se, claro, ao “realismo socialista” de Jadnov, na Rússia da Revolução de 1917, que condenava a “decadente arte ocidental”.
Após ter discorrido sobre os absurdos e misérias nacionais, desde a seca do Nordeste á sucessão presidencial, durante uma entrevista, a ilustre intelectual foi interrompida pela intempestiva repórter:
“Rachel, o Brasil tem jeito?
“Esse é o jeito do Brasil!
Rachel de Queiroz ocupou a cadeira de número 5 na ABL, que agora está sob posse do ambientalista, filósofo e poeta indígena Ailton Krenak, ocorrido também no último dia 5.
O emaranhado da vida segue, sob vigília dos deuses, nos simbolismos que poucos conhecem e sabem enxergar.