Esporte Clube Gazeta – A incrível fase de títulos nos anos 70

 

Gazeta – Inicio em 1948

Por José Luiz Martins –   Em 1948 a equipe de futebol  do jornal “A Gazeta Esportiva”, a mais importante publicação sobre esportes do país, vieram de São Paulo até Ourinhos disputar uma partida amistosa com o Esporte Clube Operário. Durante a visita, um almoço foi oferecido à delegação do célebre jornal esportivo no famoso restaurante “Gruta Baiana” no coração da “Barra Funda”. Ali, a idéia de formar mais um time de futebol em Ourinhos começou a vingar. Tomaz Mazoni (jornalista diretor da Gazeta Esportiva) foi instado por futebolistas ourinhenses a colaborar fornecendo os uniformes do novo time, ele concordou mas impôs uma condição, o nome da equipe seria “Esporte Clube Gazeta Esportiva” em homenagem ao periódico.

 

Mas o jornalista não cumpriu o combinado, algum tempo depois uma carta foi enviada formalmente ao “A Gazeta Esportiva” cobrando a promessa, mesmo assim os uniformes não vieram. Assim, com um jogo de camisas doado pela mãe do Valdomiro Pedroti (Vado), um dos maiores entusiastas, outros incentivadores e jogadores da nova equipe resolveram que a agremiação iria se chamar Esporte Clube Gazeta sem o “esportiva”.

No ano seguinte 1949, num salão em frente à Gruta Baiana, foi instalada a primeira sede social do clube onde eram realizados bailes e encontros da comunidade “Gazetense” por alguns anos. Vado foi presidente do clube por 30 anos e em meados dos anos 70, contando com uma nova geração de jogadores, o clube começou a construir uma nova sede na Rua Gaspar Ricardo em 1976.

À essa altura a equipe de futebol atravessava uma das suas melhores fases nos campeonatos amadores da cidade. Foi vice em 71 e 72 contra o Palmeirinhas e campeão amador em 1973, 1974, 1976 e 1978. Entre as imagens, uma fala por si: a geração setentista do clube faz a festa em frente ao recém conquistado terreno da nova sede.

O time não mais existe, ficou no passado. Informações dão conta que o prédio da sede que sustentava o nome da agremiação foi penhorado para ser leiloado, para saldar dívidas inclusive trabalhistas. Até o inicio dos anos 90, tempos de festas de peão em profusão, na fachada do imóvel via-se uma grande placa ostentando o nome “Boi Doidão”,  o salão sede do Gazeta  estava sendo usado para bailes e festas sertanejas. Não se sabe se o leilão aconteceu, hoje quem passa em frente ao imóvel na Rua Gaspar Ricardo verá que o prédio está em estado de abando e deteriorado.