Nas alturas, operários se arriscam em construção do secretário Caio Lima

Com publicações no Facebook, Instagram, Telegram e  Whats app, o aparato de mídia digital  usado pelo prefeito para dar visibilidade ao secretário de governo Caio Lima, tido como candidato a prefeitura em 2024, não para.

Constantemente mensagens com divulgação de ações e atividades do executivo publicadas como noticias com o “suposto” candidato onipresente escancara cada vez mais a propaganda eleitoral antecipada deflagrada por Lucas Pocay para alavancar a candidatura desde que anunciou Caio Lima como seu sucessor.

As noticias com o viés de propaganda eleitoral estão também  nas páginas  de sites noticiosos como Passando a Regua, Ourinhos Noticias, Reporter na Rua, Noticias Ourinhos, rádios da cidade e região.

Exemplos não faltam, mas o anúncio de um evento no Dia Mundial da Saúde e da Segurança do Trabalho realizado pelo CEREST – Centro de Referência em Saúde do Trabalhador chamou a atenção de um munícipe leitor do Contratempo.

Segundo a publicação a reunião na qual estiveram presentes o Secretário de Saúde Donay Neto, o presidente do Sindicato dos Eletricitários André Paladino, e claro Caio Lima, o tema principal foi a conscientização e prevenção de acidentes e agravos à saúde do trabalhador.

O leitor relatou que ao mesmo tempo em que o Caio Lima participava de um evento no qual palestrou sobre prevenção de acidentes no trabalho, tratando da segurança ocupacional, trabalhadores da construção civil em obra do Grupo Uniplan, empresa de Caio Lima, trabalham em andaimes de mais de 5 metros de altura sem qualquer dispositivo de segurança e proteção.

O munícipe morador nos arredores da construção na Rua Reinaldo Azevedo ,956 na Vila Moraes, acha no mínimo uma contradição o secretário candidato aparecer em um evento ressaltando a importância da segurança do trabalho e supostamente permitir a irregularidade que compromete a segurança dos operários.

Primeiramente a responsabilidade pela falha recai sobre a construtora ou empreiteira contratada para realizar a obra, e talvez Caio Lima nem saiba, mas outra situação chama atenção.

Sem identificação profissional técnica e numero de alvará

A construção não possui qualquer identificação de licenciamento e responsável técnico pela obra, em toda a fachada do prédio não há placa obrigatória com as informações previstas pelo CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP): incluído a informação do numero do alvará da prefeitura.

 “Durante sua execução, toda obra, serviço ou instalação feitos por profissionais da área tecnológica devem ter uma placa de identificação. A placa de obra tem o objetivo de mostrar para a sociedade que os serviços realizados naquele local possuem responsáveis técnicos/profissionais legalmente habilitados. Além de ser um dever do profissional responsável pela atividade técnica, estabelecido no art. 16 da Lei Federal nº 5.194/66, a placa de obra é um mecanismo de valorização profissional, pois permite a divulgação do trabalho profissional de sua autoria. A placa deve ser colocada em local visível e legível do lado da via pública. As dimensões e o material utilizado na confecção da placa ficam a critério do profissional, desde que garantam essas condições de visibilidade e legibilidade. Estas são as informações mínimas que devem constar na placa de identificação:

Nome do profissional

  • Título profissional
  • Nº de registro no Crea
  • Atividade(s) pela(s) qual(is) é responsável técnico
  • Nome da empresa que representa (se houver)
  • Número da(s) ART(s) correspondente(s)
  • Dados para contato

 

 

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