Policia Federal  apreende computador da Agência Brasileira de Informação, a Abin, com Carlos Bolsonaro

Mansão de Jair Bolsonaro em Angra dos Reis (RJ)

Uma nova fase da investigação da Polícia Federal (PF) sobre a utilização da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem ilegal coloca o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) no centro das atenções. A suspeita é que assessores do parlamentar solicitavam informações ao ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem, próximo à família Bolsonaro, Ramagem teve seis celulares e dois notebooks apreendidos.

Carlos Bolsonaro, conhecido como “Carluxo”, é alvo de buscas em sua residência e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, além de mandados cumpridos em Angra dos Reis, Brasília, Formosa (GO) e Salvador. A residência em Angra dos Reis., que pertence a Jair Bolsonaro (PL), foi o local onde o ex-presidente e os filhos – Carlos, Eduardo e Flávio – realizaram a live neste domingo (28). No vídeo, o clã voltou a incitar a horda bolsonarista com vistas às eleições municipais.

Carlos Bolsonaro, que desempenhou o papel de chefe do chamado “gabinete do ódio” durante o mandato de seu pai, Jair Bolsonaro, é agora investigado por suposto envolvimento com a “Abin paralela”. Essa estrutura clandestina, montada no Palácio do Planalto, tinha como objetivo atacar adversários e instituições.

Segundo informações da GloboNews, Bolsonaro e os filhos teriam fugido de barco quando agentes da PF chegaram à casa da família em Angra. Os investigadores ainda teriam apreendido um computador que pertence à Agência Brasileira de Informação, a Abin, com Carlos Bolsonaro.

A operação da PF busca identificar os principais beneficiários das informações produzidas ilegalmente pela Abin, utilizando ações clandestinas. O vereador é apontado como um dos destinatários dos relatórios produzidos pela “Abin paralela”, que, segundo a PF, monitorou ilegalmente cerca de 1,5 mil pessoas. Além de Carlos Bolsonaro, um agente da Polícia Federal também é alvo da operação.

Os crimes investigados incluem invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas e informáticas sem autorização judicial. Essa ação é um desdobramento da operação Vigilância Aproximada, que mirou Alexandre Ramagem na semana passada.

A Polícia Federal busca avançar no núcleo político, identificando os principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente no âmbito da Abin, por meio de ações clandestinas.

Além de Carlos Bolsonaro, são alvos da operação: Luciana Paula Garcia da Silva Almeida, assessora do vereador; Priscila Pereira e Silva, assessora do deputado federal Alexandre Ramagem; e Jean Carlo Gomes Rodrigues, militar do Exército que atuou na Abin durante o governo Bolsonaro. Na casa dele, em Salvador (BA), a PF apreendeu 10 aparelhos celulares.

 

Com informações da Revista Fórum

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